Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 28/05/2021
A 4ª Revolução Industrial, iniciada no final do século XX, transformou as relações socioeconômicas em escala mundial, inovou na troca de informações e em descobertas para as indústrias de saúde, tecnológicas, etc. Contudo, quanto mais se compartilham esses dados para favorecer a logística, mais vulnerável se torna o usuário. Logo, é possível evidenciar dois entraves, a incapacidade dos governos em garantir a própria segurança, bem como as grandes empresas do mundo não são transparentes com o uso de dados dos clientes.
A priori, se o Estado não assegura sua soberania na internet, seus cidadãos estão em perigo. Segundo empresa de segurança de rede Fortinet, no primeiro trimestre de 2020, 1,6 bilhão de ataques cibernéticos foram tentados contra brasileiros, atingindo até figuras famosas. Dessa maneira, vale salientar que o Brasil é um dos maiores alvos do mundo para tais crimes, e alguns deles são sucedidos, afastando empresas multinacionais que não querem correr riscos de segurança, companhias essas que poderiam trazer renda e empregos, porém, esses empecilhos prejudicam todo um processo de globalização e comércio.
Outrossim, as próprias corporações se aproveitam dos utilizadores, catalogando informações acima do permitido, que possam comprometer indivíduos. A rede social Google+, no ano de 2018, sofreu vazamento de contas, emails, datas importantes e nomes completos. Nessa perspectiva, mesmo que tenha sido um acidente tal acontecimento, essas instituições sabem muito sobre as pessoas, ultrapassando fronteiras nacionais, compremetendo de alguma forma, a privacidade e dignidade dos usufruidores.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar os entraves supracitados. Cabe ao Governo Federal, fortalecer as medidas que já aprovou recentemente, como elevação dos níveis de proteção aos poderes e infrasestruturas do país, centralização do comando, isso adstrito a uma forte fiscalização para cumprimento de metas, poderia atenuar o número e o nível dos ataques sofridos ao Brasil, assegurando a autoridade política. Destarte, cabe ao Ministério da Defesa, como gestor máximo da área, restringir a autonomia das instituições internacionais dentro dos limites territorias de atuação, através de leis aprovadas no Congresso Nacional, com intuito de diminuir o poder de terceiros, assegurando os direitos do cidadão.