Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 29/05/2021

O advento da Revolução Técnico cientifico-informacional possibilitou a entrada da tecnologia em diversos setores. Contudo, a questão dos crimes cibernéticos faz-se cada vez mais presente no cotidiano da população brasileira. Nesse ínterim, faz-se necessária uma análise acerca da digitalização da economia, bem como do papel das escolas.

De início, é válido salientar que a digitalização da economia aumenta os riscos de golpes por crimes cibernéticos. Segundo Zygmund Baüman, importante sociólogo polonês, vive-se um período de liberdade ilusória. Nesse sentido, o mundo digital possibilitou novas formas de interação com o conhecimento, como também abriu portas para a manipulação e alienação.

Ademais, é importante destacar a má formação socioeducacional de parcela da população quanto ao mundo digital. De acordo com o Relatório de Monitoramento Global da Educação, divulgado pela Unesco como em 2016, as escolas brasileiras são extremamente conteudistas, porém nota-se uma educação incompleta e que não prepara os estudantes para um mundo imerso em computadores e inteligência artificial. Nesse sentido, a carência de debates interativos acerca dos perigos advindos do uso indiscriminado da tecnologia, faz com que esses jovens cresçam despreparados para lidar com a alta incidência dos crimes cibernéticos.

Em virtude ao exposto, incumbe ao Poder Público, comprometido com o bem-estar coletivo, desenvolver medidas que garantam uma maior segurança aos usuários, por meio da criação de projetos tecnológicos, a fim de proteger os dados pessoais da população brasileira. Ademais, cabe às escolas, principais responsáveis pela formação dos indivíduos enquanto ser ético e moral, inserir a tecnologia no cotidiano dos estudantes, ensinando os estudantes a se protegerem do crimes cibernéticos, com o intuito de minimizar a incidência desses.