Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 13/07/2021

Desde a década de 1950, os computadores evoluíram exponencialmente. Apesar de todos os préstimos providos à humanidade por essa evolução, a mesma encetou um indelével contraste entre o cérebro humano e a tecnologia: enquanto esta se encontra em seu ápice evolutivo, o cérebro e as capacidades humanas pouco evoluíram no último século. Em virtude dessa pouca evolução humana, os civis não se adaptaram completamente às inovações tecnológicas e, no hodierno, foram urdidos problemas nas relações entre os indivíduos e a tecnologia. Dentre os problemas, pode-se citar os desafios no combate aos crimes virtuais, que são, máxime, dois: a inconsciência populacional e o monopólio de dados. A priori, necessário se faz pontuar que apenas a educação é capacitada para extinguir os males da humanidade. Para corroborar a assertiva supracitada, há de se elucidar que o filósofo Immanuel Kant mostrou, em suas escrituras, que apenas a educação é detentora da capacidade de mudar o homem, podendo ela, de tal modo, guinar a sociedade para um futuro mais harmonioso. A saber disso, pode-se notar um grandioso desafio para se combater os crimes virtuais: a inconsciência popular. Por não deter, muitas vezes, saber acerca de como funciona o meio virtual, parte do cívico tende a ser vítima de golpes, tais quais o roubo de senhas, sejam elas de contas bancárias ou de redes sociais, a anunciação de falsos secretos, a venda de produtos falsificados e outros. Dessarte, é notório que a falta de saber em torno do funcionamento do meio virtual é um desafio nocombates aos crimes virtuais, já que ela impede que uma fração da sociedade não entenda sobre os locais virtuais que podem ou não acessar, facilitando, de tal modo, a ação de hackers. Ademais, também é fulcral se notar que os homens são predestinados à vida recôndita pela imposição de regras. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, a vida humana alheia a regimentos está fadada a uma guerra generalizada em que todos os indivíduos passam a uma condição animalesca, com o fim único de deterem melhores condições de existência se comparados aos seus semelhantes, o que mostraria o egoísmo inerente aos homens. Visto isso, é pontual se asseverar que, para as empresas midiáticas, não há nenhuma lei que restrinja eficientemente suas ações, o que as faz deterem um montante grotesco de informações acumulado, tendo único fim é a obtenção de lucros, mostrando o egoísmo apontado por Hobbes. Por deterem o monopólio da vida interpessoal dos usuários, as empresas de tecnologia se tornam alvos requisitados para hackers mal-intencionados, o que também é um dos desafios para o combate aos crimes cibernéticos. Portanto, deve-se concluir que existem desafios que agem como barreiras à criação de um ambiente virtual inclusivo e seguro a todos. Logo, deve o governo, composto pelos mandatários incumbidos de assegurar o bem cívico, criar, por meio do envio de projetos ao legislativo, leis que restrinjam a atuação de empresas midiáticas, para que, assim, elas não sejam escopo de indivíduos mal-intencionados. Ainda, cabe também ao governo propagar à população uma forma educacional acerca da postura a ser tomada quando os cidadãos estiverem em meio digital, mitigando, dessa forma, os crimes cibernéticos