Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 26/07/2021

De acordo com o pensamento " Enigma da Modernidade" do filósofo brasileiro Henrique de Lima, a sociedade, apesar de avançada, é primitiva em suas razões éticas. Tal elucidação é posta em prática quando se percebe o exponencial desenvolvimento tecnológico atual e os quantitativos casos de cibercrimes. Entre os fatores relacionados a esse infortúnio, destacam-se as carência de investimentos tanto em educação digital, como em tecnologias antiataques.

A priori, conforme o relatório produzido pela “We Are Social”, os brasileiros passam em média, 3 horas e 31 minutos por dia conectados as redes sociais. Nesse cenário de hiper conectividade, urge-se a necessidade de uma política de educação digital. Nessa lógica, quanto mais tempo expostos a tecnologia mais vulneráveis a sofrer ataques cibernéticos estão os internautas analfabetos em tais questões, as quais podem ser revertidas como, por exemplo, no incentivo a utilização de senhas diferentes, com mais caracteres e mais complexas, a utilização de antivírus, e a rede privada virtual para filtrar as redes de wifi gratuitas.

A posteriori, cabe apresentar a pesquisa emitida pela Business Software Alliance(BSA), a qual o Brasil é considerado o último, dentre os vinte e quatro países pesquisados, em segurança digital. Diante disso, percebe-se a necessidade de investimento em tecnologia de maneira a combater ataques cibernéticos. Isto é, com o advindo da revolução técnico-cientifica-informacional vivenciada nos dias de hoje, cresce-se o uso de sistemas de armazenamento em nuvem, que servem para facilitar o acesso aos dados. Contudo, tal sistema é mais vulnerável a ataques de hackers e, caso não possua um bom sistema antiataque pode causar graves consequências, a exemplo do ocorrido na invasão aos celulares de autoridade da República, como o presidente Jair Bolsonaro.

Tornam-se evidentes, portanto, os entraves referentes ao desafios no combate aos crimes cibernéticos. Logo, é imperioso que o Ministério da Educação crie políticas de educação digital, por meio de aulas, palestras, debates e reuniões, nas escolas e em publicações nas mídias digitais, no intuito de fazer recomendações da segurança na internet, resultando em população menos vulnerável aos ataques cibernéticos. Ademais, concerne ao Governo Federal um maior investimento em tecnologia voltado a proteção de dados e sistemas, por intermédio da disponibilização de bolsas de pesquisas aos cursos da área nas universidades, com a finalidade de fazer do Brasil um país cada vez mais protegido digitalmente. Dessa forma, poder-se avançar em todos as esferas sociais.