Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 28/07/2021
Gregório de Matos, poeta luso-brasileiro, ficou conhecido como “Boca do Inferno”, por denunciar, de maneira ácida, os problemas que assolavam o século XVII. Sob essa óptica, é possível que, hodiernamente, ao se deparar com a situação excruciante concebida pelos crimes cibernéticos, o autor produziria críticas a respeito, uma vez que esse entrave passa a deturpar a harmonia social e portanto, precisa ser mitigado. Destarte, é mister assentir que a escassez de campanhas informativas, as quais empoderem os indivíduos para se proteger ciberneticamente, adjunto a morosidade do poder público, correspondem aos desafios no que tange ao combate desse cenário inescrupuloso.
Em primeira instância, é flagrante que a carência de informações sobre os ataques cibernéticos e os métodos de prevenção entre as pessoas é um dos fatores para a cristalização desse cenário abjeto no meio social. Nesse contexto, pressupõe que as pessoas com menos conhecimento sobre tecnologia são os alvos mais fáceis desses crimes, haja vista que ao não dispor de muita sabedoria sobre, não são capazes de se previnir contra esses ataques, assim se configurando como vítimas perfeitas, as quais são acometidas com uma violação na sua privacidade e roubo de dados. Ademais, é necessário ratificar que, todos os computadores conectados à internet estão sucessíveis a esses males, contudo na série mexicana “Control Z”, é exibido formas de como os usuários devem se proteger, contudo ao não serem disseminadas entre os jovens, esses acabam tendo seus segredos expostos por um hacker.
Em segunda análise, é notório que o Estado se configura como um obstáculo para extinguir o empecilho, pois ele se mantém inérte no que tange ao combate dos crimes cibernéticos, os quais estão crescendo entre a população, provocando uma imensa insegurança nas pessoas e um panorama aflitivo. Sob esse viés, é explícito que o poder público é ineficaz, tendo em vista que não consegue corroborar os direitos prometidos no “Contrato Social”, como segurança e bem-estar coletivo. Dessa forma, o conceito “Instituição Zumbi”, criado pelo sociólogo de Zygmunt Bauman, definido como uma instituição que não efetiva com suas obrigações e, no entanto, mantém sua forma, pode ser aplicada ao governo atual, logo urge que ele se mobilize e assuma suas responsabilidades em prol do povo.
Dessarte, para evitar um cenário semelhante ao século XVII, o qual era alvo das críticas da poeta Gregório de Matos, far-se-à que o Governo, enquanto instância máxima da administração executiva e responsável pela paz coletiva, promova a disseminação de conhecimentos sobre os meios de prevenção aos crimes cibernéticos, como a utilização de softwares mais fortes contra esses ataques e o uso de aplicativos com criptografia, mediante os interlocutores de informações, bem como a mídia e campanhas periódicas. Desse modo, perpetuando o direito a segurança e ao bem-estar social.