Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 30/08/2021
O surgimento das redes modernas de comunicação proporcionou, dentre tantas outras ferramentas, o anonimato e a capacidade de compartilhar dados de maneira prática e abrangente. No entanto, o que mereçe atenção, atualmente, é que tais mecanismos se tornaram, acima de tudo, motivo de temor por parte dos usuários, pois o crime cibernético é uma realidade marcante no Brasil. Isso ocorre, devido à pouca prudência dos sujeitos e a falta de educação digital.
Primariamente, nota-se que um dos principais desafios para erradicar esse panorama é a ausência de precaução por parte da sociedade digitalizada. Segundo o sociólogo Zigmund Bauman, a internet é muito útil, ofereçe ferramentas muito prazerosas, mas é uma armadilha. Nesse contexto, pode-se afirmar que dezenas de brasileiros já cairam ou cairão em armadilhas virtuais, isso porque não há um cuidado quanto ao compartilhamento de informações, tão pouco, é usado medidas de proteção contra invasões de contas e acesso à senhas. Assim, facilita a ação de criminosos.
Além do mais, outro aspecto que contribui para ocorrência de crimes cibernéticos é a falta da educação digital. Nesse sentido, conforme o Relatório Norton Cyber Security, em 2017, 68 milhões de brasileiros foram vítimas desse tipo de criminalidade, desse modo, é notória a necessidade de educar e alertar a população quanto a importância de se previnir. Haja vista que os criminosos aproveitam os deslizes dos usuários para cometerem atos como o vazamento de imagens e roubo de contas. Logo, as autoridades devem agir em conjunto para moldar esse cenário.
Portanto, para que os altos índices de crimes dessa ordem sejam mitigados, cabe ações acertivas. Isto posto, o Ministério da Justiça em parceria com a redes midiática, deve criar campanhas expansivas nos meios de comunicação que vise trazer dicas de como se proteger de maneira eficaz a ataques cibernéticos e de como se sobressair em situações de chantagens e ameaças. Isso deve ser feito com a ajuda de profissionais nas áreas de cibersegurança e tecnologia da comunicação, para que, dessa forma, a população brasileira venha aprender a não cair em em armadilhas virtuais.