Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 16/08/2021

O desenvolvimento do primeiro computador por Alan Turing durante a Segunda Guerra Mundial representou um grande avanço tecnológico para a época, permitindo um melhor combate das tropas aliadas contra a Alemanha nazista através da quebra de mensagens codificadas No entanto, com o advento da internet e das múltiplas redes de comunicação, o computador tem sua função original corrompida, sendo utilizado como uma ferramenta para fins maliciosos como o roubo de dados e incitação ao ódio.

Inicialmente, é necessário apontar o anonimato como fator facilitador dos crimes cibernéticos.  De acordo com a TOP10VPN, durante o ano de 2019 houve um aumento de 54% no uso de VPNs, aplicativos que mascaram o IP do usuário e redirecionam os dados para a central que providencia o serviço. O uso desses programas evidencia a presença do anonimato online, na qual os internautas podem utilizar de nomes, fotos e dados falsos para promover suas ideias, mas também para cometer crimes e escapar das consequências legais. O resultado desse fenômeno é hostilização do ambiente virtual, o qual dificulta o uso da internet para fins de entretenimento, edução e pesquisa.

Outro ponto favorável aos crimes cibernéticos está no constante crescimento do uso da internet. Cada vez mais os ambientes físicos estão sendo substituídos pelos virtuais com o surgimento de aplicatos de restaurantes, bancos, escolas, universidades e até mesmo sites governamentais. Consequentemente, há uma maior disponibilidade de dados dos usuários que usufrem desses serviços presente nas redes, os quais podem ser acessados de forma ilegal através do roubo de senhas ou por invasões à servidores de empresas que proporcionam essas funcionalidades. A segurança online é então comprometida, afetando não só o indivíduo mas também aqueles que se encontram em sua bolha virtual.

Em conclusão, de modo a evitar os crimes cibernéticos, é necessário que o Ministério da Justiça, através de investigações realizadas em parceria com provedores de serviços de internet e de VPNs, puna aqueles que utilizem do anonimato para ações maliciosas, como roubo de dados e promoção do ódio. Essa medida visa à criação de um ambiente virtual seguro que permita que os usuários usufruam dos avanços da tecnologia e da informação.