Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 16/08/2021

A série de TV estadunidense “Pretty Little Liars” retrata a vida de quatro adolescentes que sofrem ataques virtuais com mensagens ameaçadoras todos os dias. Analogamente ao enredo da série, os crimes cibernéticos estão se tornando cada vez mais comuns nos dias de hoje. Assim, se faz necessário analisar os desafios enfrentados para combater esse tipo de violação virtual, como a insuficiência legislativa e a falta de segurança nos dispositivos eletrônicos.

Diante deste cenário, a insuficiência legislativa pode ser considerada um grande fator que contribui para a diciculdade de combater os crimes virtuais. Desta forma, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Justiça, mais de 75% dos crimes cometidos virtualmente não são penalizados pois são realizados anonimamente e, dificilmente há uma procura sobre quem está por detrás desse anonimato. Deste modo observa-se que os crimonosos são de alguma maneira “defendidos” pela legislação, já que seus ataques e invasões de dados deveriam ser considerados atos graves diante a lei mas, na maioria das vezes, não recebem nenhuma punição.

Além disso, a falta de segurança nos aparelhos eletrônicos, também se torna um desafio para o combate aos crimes cibernéticos. Um exemplo disso é a série “Control-Z” que, pela falta de segurança dos dispositivos eletrônicos de uma escola, diversas informações pessoais dos estudantes são vazadas por um hacker. Similar à situação vivida por esses estudantes, o vazamento de dados afeta a maior parte da sociedade pondo em risco a vida de muitas pessoas. Sendo assim, é de suma importância que mudanças sejam feitas para garantir que o mundo virtual seja um lugar mais seguro.

Portanto, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública - órgão responsável pela defesa e ordem jurídica - garantir que os crimes cibernéticos sejam penalizados por meio de investimento de verbas estatais em profissionais que investigam o anonimato nas redes, com a finalidade de erradicar a falta de punidade desses crimes. Além disso, cabe às empresas que produzem os aparelhos eletrônicos, fiscalizar a segurança dos mesmos, por meio de um maior investimento em programas que impeçam a invasão de hackers.