Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 16/08/2021

Carlos Drummond de Andrade, em seu poema ‘‘No meio do caminho’’, retrata os obstáculos que o homem enfrenta em sua jornada. Analogamente, os crimes cibernéticos são contratempos para o Brasil, já que a internet abriu caminhos para uma série de crimes, como pornografia infantil, violência, bullying e vazamentos de dados privados. Logo, faz-se urgente analisar essa problemática, cujas principais causas são falta de informação informática da população e negligência governamental.

É relevante abordar, primeiramente, a consequência da falta de aprendizagem em relação aos aparelhos tecnológicos, levando ao descuido da população quanto ao uso de ferramentas que protegem os aparelhos celulares das invasões de hackers. De forma análoga, segundo G1, já ocorreu o vazamento de fotos íntimas de Carolina Diekamnn, a qual sofreu por comentários maldosos e deu origem à processos. Com isso, quando o assunto tratado é não saber a dimensão da internet, pode levar a espionagem dos aparelhos, os quais não deixam evidente como informações coletadas do usuário.

Paralelo a isso, vale também ressaltar a falta de políticas públicas em relação a fiscalização da segurança digital. No entanto, segundo o filósofo Hegel: ‘‘o Estado é o pai da sociedade e cabe a este zelar pelos seus filhos’’. Tal máxima, não é a realidade do Brasil, uma vez que o governo não promove leis protetoras de fomento à resolução da privacidade virtual.

Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca dos crimes cibernéticos é imprescindível para a criação de uma sociedade mais segura. Nessa conjuntura, é imperativo que o Governo Federal - como instância máxima de administração executiva - destine verbas para a criação de projetos de leis incentivadoras de segurança e privacidade no meio digital. Essa ação pode ser feita em redes sociais de grande alcance, em aparelhos tecnológicos e em sites, com a finalidade de aumentar a economia nacional, já que muitas empresas deixam de investir em razão da ausência de confiança na rede nacional de computadores.