Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 16/08/2021

Embora, a Constituição Federal de 1988 assegure a todos os indivíduos o direito à segurança contra práticas criminosas. No entanto, nem sempre esses direitos são garantidos, julgando pelo aumento do número dos crimes cibernéticos no Brasil. Assim, impossibilitando o exercício deste direito por uma parcela da sociedade. Por isso, é conveniente analisar os fatores que contribuam para essa problemática, como uma população desinformada no uso de novas tecnologias e a invisibilidade que proporciona o meio virtual para prática de crimes.

Primeiramente, é evidente que a Educação pública é falha no uso das novas formas tecnológicas, principalmente nas camada mais pobres da sociedade. De acordo com um levantamento realizado pela Universidade de São Paulo (USP), embora as pessoas tenham acesso aos novos meios informacionais, não são todo que sabem a sua correta utilização. Isso é o que mostra um relatório do Ministério Público Federal (MPF), só no ano de 2018, foram 366 crimes cibernéticos por dia em todo país. Por isso, fica evidente a ineficiência dos agentes públicos na solução desse problema.

Segundamente, vale ressaltar que o meio virtual cria novas práticas de crimes – e também possibilita o anonimato do criminoso. Dessa forma, uma pessoa no uso dessas ferramentas tecnológicas,como um celular e computador, poderá cometer diversos crimes, sem sair de casa e com apenas o acesso a internet. No entanto, a policía civil no Brasil,responsável pelos crimes digitais no país, possui equipamentos para identificação dos criminosos. Porém, ainda não são tecnologias totalmente eficazes, e com isso, os criminosos se beneficiam com a precariedade da segurança pública do país.

Portanto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, órgão responsável pelo ensino da população, necessita desenvolver políticas públicas para reduzir o analfabetismo tecnológico, com a realização de cursos, palestras e campanhas nos meios informacionais. Além disso, o Estado precisa aumentar o investimento na segurança pública para a compra de novas tecnologias capazes de identificar os praticantes de crimes de uma forma mais rápida e eficiente.