Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 16/08/2021

No drama policial americano “CSI: Cyber”, uma unidade investigativa de elite do FBI (Federal Bureau of Investigation - agência de polícia federal dos Estados Unidos), a Divisão de Crimes Cibernéticos é responsável por investigar crimes relacionados ao “cyberspace” como assassinatos, furto cibernético, “hacking”, crimes sexuais, chantagem e qualquer outro crime ligado ao uso de internet que se mantenha dentro da jurisdição do FBI. Na série os agentes e técnicos (criminosos que aceitaram acordos de imunidade enquanto trabalham para o FBI) se destacam dentre outros investigadores pelo trabalho bem-feito. Fora da ficção, nem tudo é um mar de rosas, no Brasil, por exemplo, existe o SRCC, o Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, entretanto, no primeiro semestre de 2021, o STF sofreu um presumido ataque hacker, similar aos ataques contra os sites do Três Poderes ocorridos no final da década noventa. São esses, exemplos da fraqueza dos sistemas de segurança e da falta de treinamento especializado e adequado às autoridades, além da ignorância da sociedade perante essas ocasiões.

Diante desse cenário, é importante pontuar que cursos especializantes e profissionalizantes são importantes para a manutenção e evolução da sociedade contemporânea. Com o avanço das tecnologias têm sido bastante procurados pelos jovens, porém, o interesse em se tornar um “fiscal” na área não é um atrativo para esses jovens, por isso essa iniciativa deve ser tomada para aqueles profissionais que já estão presentes na área.

Outro ponto importante é a visibilidade. A imprensa costuma anunciar apenas os casos grandes ou de maior relevância, tornando difícil o acesso a diferentes situações àqueles que não possuem o privilégio de serem bem informados sobre o assunto.

Infere-se, portanto, que medidas fazem-se necessárias. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal, cuja função social é assegurar o bem-estar da nação, desenvolver programas de treinamento e instrução direcionados tanto às autoridades, quanto a população civil, por meio de parcerias com instituições de ensino superior e cursos especializantes voltados à área de tecnologia e, do uso das redes sociais, rádios, televisões, etc., para divulgação de métodos de proteção online a fim de passar conhecimento e, consequentemente, preservar a segurança e o bem-estar do país. Somente com medidas assim é que, de fato, seremos capazes de nos defender de ameaças cibernéticas.