Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 17/08/2021
A Revolução Técinico-Científico-Informacional trouxe mudaças na estrutura organizacional por meio da cibernética. Sob essa perspectiva, apesar dos inúmeros benefícios oferecidos pela Revolução, a segurança de dados ficou acometida por essa nova tecnologia, sendo necessário debater os desafios no combate aos crimes cibernéticos, dificultado pela falta de legislação estatal e o déficit informativo.
Primeiramente, vale ressaltar que, segundo Hobbes, cabe ao Estado garantir a segurança populacional. Entretanto, na hodiernidade nacional vê-se a falta de legislação, no âmbito federal, que vise a proteção de dados online. Assim, a não existência de tais leis corrobora o acontecimento de crimes cibernéticos, uma vez que esses ocorrem com o roubo de informações pessoais para o uso sem autorização do usuário. Deste modo, há o comprometimento da segurança da população, o que contraria a teórica de Hobbes.
Ademais, vale salientar também que, segundo Paulo Freire, a educação é essencial para fomentar o conhecimento técnico-científico. Contudo, essa não é a realidade brasileira, tendo em mente a falta de disciplinas voltadas para a ciberseguraça na Diretriz Curricular Nacional. Dessa forma, esse fato compactua com o mau uso de dados individuais no âmbito digital que, por sua vez, corrobora o roubo de informações pessoais por criminosos cibernéticos, o que torna iniável a plenitude benéfica das tecnologias provenientes da revolução tecnico-cientifica.
Percebe-se, portanto, os desafios no combate aos crimes cibernéticos. Por isso, cabe ao Governo, na figura do Ministério da Educação e do Ministério da Segurança, expandir não só o ensino de segurança digital, mas também as leis de proteção de dados online, por meio da adição de novas disciplinas na Diretriz Curricular Nacional, como Informática e cibersegurança, visando diminuir a ocorrências de crimes cibernético e cumprir, de tal modo, a teórica Freiriana e de Hobbes.