Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 19/08/2021
A lei apelidada de “Lei Carolina Dieckmann” foi a primeira ação do Estado brasileiro contra à invasão do computador de algum indivídio, nesse caso a atriz que deu o nome a norma foi a vítima. Contudo, essa determinação não foi suficiente para solucionar os crimes cibernéticos no Brasil. A partir disso, faz-se imperiosa a análise dos riscos a democracia advindos da falta de capacitação dos profissionais no combate desse ato criminoso.
O primeiro aspecto a se considerar é que os crimes informáticos não afetam somente os seres humanos individualmente, mas também coletivamente. Por exemplo, o escândalo do roubo de dados pela empresa Cambridge Analytica de usuários do Facebook, segundo a BBC News, usados para manipular as eleições presidenciais estadunidenses de 2016. Dessa forma, é primordial que sejam tomadas medidas no Brasil para que isso não ocorra no país e ameace a manutenção da democracia e preserve a privacidade da população nas redes sociais.
Ademais, nota-se que com o avanço das tecnologias e a disseminação da internet, o número de crimes eletrônicos também aumentou. Isto é, de acordo com o relatório feito pelo Ministério Público Federal, de 2017 para 2018, a ocorrência desses atos elevou-se em 110%. Uma das principais dificuldades no combate dessas infrações é que, enquanto os criminosos se especializam e adquirem novas maneiras de burlar o sistema, a polícia não consegue acompanhar essas mudanças devido a falta de aprofundamento nessa área e poucos profissionais habilitados.
É urgente, portanto, que o Ministério da Segurança Pública, a qual a Polícia Federal do Brasil é subordinada e ela a responsável pelo combate a crimes cibernéticos, capacite seus profissionais para acabar com esses delitos virtuais. Isso deve ocorrer por meio do investimento em cursos e profissionalizações nesse setor, a fim de promover um ambiente eletrônico seguro para todos os brasileiros e para a sociedade, em geral. Afinal, já é passada a hora de erradicar os casos das “Carolinas Dieckmanns”