Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 20/08/2021

Apesar dos avanços tecnológicos, crimes cibernéticos ainda acontecem frequentemente. Tanto que, de acordo com uma matéria de 2019 presente no site do jornal “Estado de Minas”, 366 cibercrimes são registrados por dia no Brasil todo. Isto é, mesmo com a evolução da tecnologia, os desafios no combate a esses delitos continuam persistindo e são eles: a falta de conhecimento de informática e o desinteresse das empresas.

Primeiramente, é importante perceber que os crimes cibernéticos invadem a privacidade da vítima, violando um direito garantido a ela pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual defende que todo ser humano tem direito à privacidade e à  proteção dela. Porém, em diversas situações, a própria vítima dá abertura a ataques por causa da falta de conhecimento básico de informática. Ou seja, ela acessa sites não confiáveis, propagandas enganosas, usam senhas fracas - fáceis de advinhar, computadores alheios, conectam-se com redes públicas e tudo isso é prejudicial à segurança, pois cria brechas para uma invasão mais fácil e difícil de ser identificada, localizada.

Além disso, as empresas que desenvolvem sites, aplicativos, plataformas parecem ignorar os crimes cibernéticos, como se eles não existissem. Em outras palavras, essas desenvolvedoras estão objetivando apenas o lucro, quanto mais pessoas usarem e por mais tempo melhor, independentemente do risco que elas correm. Fora isso, no Brasil, existe a Lei Carolina Dieckmann, que é voltada para crimes virtuais, mas o papel de combater tais delitos não pode ser cabível apenas a ela, pois a proteção de tantos dispositivos e serviços não é possível ser feita só por meio dela. Logo, para os usuários conseguirem a melhor experiência, segura e satisfatória, eles precisam do envolvimento das empresas também na segurana, tendo o apoio da lei citada anteriormente.

Diante do exposto, é fácil notar que os desafios no combate aos crimes cibernéticos podem ser solucionados através de um maior envolvimento das empresas desenvolvedoras, isto é, a partir do momento que elas deixarem de objetivar apenas o lucro, mas também uma plataforma na qual o usuário se sinta mais confortável, seguro e satisfeito. Isso, existirá quando as instituições passarem a investir na segurança de suas aplicações. Com isso, os clientes além de aproveitarem a aplicação, irão se sentir mais protegidos, o que causa uma vivência melhor do que está sendo oferecido pela plataforma. Ademais, o Ministério da Educação deve fazer maiores investimentos na educação sobre dispositivos eletrônicos e informática, desse modo, a população irá adquirir maiores conhecimentos sobre o assunto e não criarão brechas para possíveis crimes.