Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 20/08/2021
Em sua obra “Ilíada”, o poeta clássico Homero traz à literatura a história de Aquiles, homem tido como invencível até ser morto por uma flechada em seu ponto fraco: o calcanhar. Hoje, não é dificíl imaginar que ,tal qual o calcanhar de Aquiles, os crimes cibernéticos representam um ponto fraco a ser coibido no Brasil. Nessa perspectiva, é necessário a ampliação das medidas para se proteger desses ataques e, também, penas mais rigorosas para os infratores.
Embora se saiba que há riscos de sofrer ataques virtuais ao usar a internet, muitas vezes os usuários facilitam as invasões por desatenção ou falta de conhecimento. Uma vez que, menos de 40% dos usuários possuem antivírus ou alguma proteção contra furto de dados, segundo a Kaspersky em 2018. Os antivírus são ferramentas simples que através de checagem periódicas podem apontar e corrigir falhas de segurança ou até mesmo bloquear os invasores diretamente. Assim, fica claro que a expansão dessas ferramentas, é uma forma eficaz de diminuir os casos de crimes.
Ademais, deve-se entender que penas mais rigorosas para os infratores são mais que necessárias. Isso porque, entre os vários tipos de crimes cibernéticos, os de vazamento de dados privados e chantagem, são os mais comuns e podem deixar sequelas mentais nas vítimas, logo é necessário punir de forma rigorosa estes infratores para que não voltem a cometer esse delito. Para exemplificar tal situação, Carolina Dieckmann, havia sido vítima de roubo de fotos intímas de seu computador, e para que não fossem vazadas foram feitas chantagens contra a atriz, que não cedeu à extorsão e foi exposta na rede, os culpados foram presos, mas como ainda não havia leis para crimes virtuais, então foram indiciados por furto. Hoje, leis contra esses crimes foram criadas, mas ainda precisam ser mais rigorosas.
Destarte, fica claro que os crimes virtuais no Brasil precisam ser coibidos. Compete, para tanto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informações, o desafio de difundir os meios de se proteger contra esses ataques, assim como conscientizar a população de que ninguém está plenamente anônimo na internet, para que assim seja retirado a falta sensação de poder sem punição dos possíveis infratores. Somado a isso, compete ao Poder Legislativo, novos incrementos nas penas dos infratores, para que se tenha certeza que não cometerão o mesmo erro. Dessa forma, poder-se-à edificar uma sociedade na qual os crimes cibernéticos não representem um calcanhar de Aquiles.