Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 22/08/2021

A Terceira Revolução Industrial, ocorrida no século XX, deu um enorme passo para a criação do que é conhecido, atualmente, como “mundo virtual”. Em outras palavras, o surgimento da internet trouxe vários benefícios à população, por exemplo, a rapidez em realizar compras, interagir com  pessoas mais distantes ou até mesmo na área educacional, já que possibilita o acesso a diversas informações. Por outro lado, alguns países, como o Brasil, têm sofrido certo desafio para combater os crimes cibernéticos devido à negligência governamental, tanto no âmbito escolar, quanto fora dele.

Mormente, é indubitável que a internet também propicia o aparecimento de certos crimes cibernéticos, dentre eles estão os golpes financeiros. O desafio de combater isso está atrelado com  a negligência governamental no âmbito escolar. Ou seja, a partir do momento em que uma educação nacional, em pleno século XXI, não proporciona ensinamentos básicos sobre a prevenção de se cair em golpes virtuais, como a clonagem de cartões,  pagamento de boletos falsos ou sobre compartilhamento de dados. Tudo isso são fatores que contribuem, negativamente, para por fim ao crime virtual. Viés esse que pode acarretar, consequentemente, um agravo no índice de crimes cibernético, como houve em 2020, no qual triplicou o número de golpes financeiros, segundo o “site” de notícias G1.

Em segundo lugar, é indiscutível que o desafio de se combater crimes cibernéticos não está relaciona apenas com a negligência governamental no âmbito escolar, mas também fora dela. Em outras palavras, a presença de outros crimes digitais, como as ameaças, os preconceitos ou até mesmo  “vazamento” de fotos e vídeos íntimos,  são fatores que, junto com a falta de leis mais rígidas, dificultam tornar a internet brasileira um meio mais seguro. Imbróglio esse que gera, como consequência, a desconfiança de 80% dos usuários de internet, no Brasil, pois eles acreditam que os crimes virtuais não serão julgados, segundo uma pesquisa mencionada pela fabricante de “software” de segurança: Symantec. Dessa forma, fica claro que o poder estatal deve tomar as devidas providências o mais rápido possível em prol de sua nação.

Fica evidente, portanto, que são basilares algumas medidas para coibir esse desafio que é o de combater os crimes cibernéticos. Para isso, é preciso que o Governo Federal, junto com o Ministério da Educação, busque colocar, na Base Nacional Comum Curricular, uma matéria sobre a tecnologia virtual, cujo objetivo é educar o mais precoce possível, as crianças e adolescente o modo de se prevenir cair em golpes. Ademais, é preciso que o poder legislativo, feito por deputados, senadores e vereadores, busque tornar a internet mais segura para a população, por meio de reformas nas leis existentes. Para que, dessarte, o povo usufrua mais dessa tecnologia surgida a partir da Terceira Revolução Industrial.