Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 24/08/2021
A Revolução Técnico-Científica, que aconteceu na segunda metade do século XX, foi um marco para a expansão de tecnologias avançadas pelo mundo. Essas possuem a importante função de transmitir informações e diminuir as distâncias sociais. Nas sociedades modernas, mesmo esses meios possuindo tamanha importância, os usuários não estão totalmente seguros de ataques criminosos. Esse desafio se apresenta, principalmente, pela possibilidade de anonimato nas redes, além da precária segurança digital.
Em primeira análise, o anonimato nas redes digitais é um dos principais fatores que contribuem para a ocorrência de crimes cibernéticos. Como exemplo disso, no livro “Para Todos os Garotos que Já Amei”, da autora norte-americana Jenny Han, a protagonista Lara Jean tem um vídeo íntimo vazado na internet, sem que essa descubra o autor da postagem. Fora da ficção, situações como a apresentada na obra estão presentes na sociedade, na qual internautas são vítimas de crimes, como roubo de dados e extorsão, cometidos por indivíduos que se aproveitam das ferramentas de anonimato das mídias digitais para executarem seus delitos sem serem pegos. Essa problemática afeta, diretamente, a segurança e bem-estar dos usuários da internet, além possibilitar a ocorrência de mais cibercrimes.
Em segunda análise, a precária segurança digital é um dos fatores que potencializam a ocorrência de crimes cibernéticos. Nesse contexto, em 2019 o até então ministro da justiça, Sérgio Moro, teve seu celular invadido por “hackers” e suas mensagens privadas divulgadas em sites. Essa situação mostra a pouca eficiência das leis de segurança digital, visto que os usuários podem ter, a qualquer momento, seus dados violados e roubados, além de expostos nas mídias. Tal problemática interfere no importante papel das mídias digitais, além de comprometer a segurança dos internautas.
Logo, torna-se necessária a participação do Poder Público para combater os crimes cibernéticos. Inicialmente, o Ministério da Tecnologia e Inovação deve promover a segurança dos usuários da internet, por meio de programas de identificação individual que registre o acesso dos indivíduos nas redes, com o intuito de garantir maior segurança e bem-estar nas mídias digitais. Além disso, o Poder Legislativo, em parceria com o Ministério da Tecnologia, deve intensificar as leis de segurança na internet, a partir da reformulação de leis que se tornem realmente efetivas, com o fito de assegurar o bem-estar de internautas, assim como punir “hakers”. Nesse sentido, as tecnologias continuarão desempenhando sua importante função de informar e diminuir as distâncias sociais de forma segura.