Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 24/08/2021

A internet conectou, de vários modos, as pessoas. Essa vinculação, sendo feita mediante captação de dados, possibilita a venda das informações dos usuários a malfeitores. Isso se evidencia com os cerca de 366 crimes cibernéticos que há por dia, no Brasil, segundo a associação SaferNet Brasil e o Ministério Público Federal. Partindo disso, os desafios a serem superados são a desinformação da população acerca do tema e a falta de uma legislação eficaz que preserve as informações das pessoas.

A princípio, vale ressaltar que uma pesquisa realizada pela Kaspersky Lab, uma empresa internacional de segurança virtual, mostrou que um terço da população brasileira não faz ideia de como proteger sua privacidade online. Esse perigoso cenário se mostra evidente com o acontecimento no qual os celulares de vários atores do governo sofreram invasões, em 2020 - e eles são quem, em tese, teria o maior número de recursos para o escudo de seus dados. Se parlamentares - que deveriam ter mais segurança - não estão conscientes quanto à necessidade da salvaguarda de suas informações, é de se esperar, lastimavelmente, que a maioria da população também não esteja.

Em segunda instância, o Brasil é o 2º país no infortunado ranking de crimes digitais, segundo Fernando Peres, advogado especialista em Direito Digital e Crimes Cibernéticos. Essa situação fez se desenvolver uma lei que regulamenta todas as diretrizes acerca da captação e tratamento de dados, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Ela busca garantir a “privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural”, isso vai dar um alívio à vida particular das pessoas.

Portanto, para superar os desafios no combate aos crimes cibernéticos, as empresas que usam dados precisam se adequar à LGPD, modificando o tratamento que dá às informações, visando, assim, ter mais respeito e transparência para com seus clientes. Por outro lado, a parcela conscientizada do povo precisa informar outras pessoas, pelos meios digitais e/ou não, para que protejam seus dados de criminosos.