Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 24/08/2021

Na atualidade, devido ao crescimento no uso de tecnologias, houve um aumento considerável no número de crimes cibernéticos. Em uma pesquisa realizada pela associação SaferNet Brasil, em 2018, foram constatados mais de 133 mil queixas sobre estes tipos de delitos. Existem, nos dias de hoje, vários problemas no combate a esse tipo de crime, dentre os quais se destacam, a falta de conhecimento dos usuários em geral sobre medidas preventivas e a falta de uma legislação específica para este tipo de delito.

A priori, acreditava-se que com o aumento do uso de aparelhos celulares, no Brasil, as pessoas tivessem um maior cuidado com seus dados pessoais. Contudo, isso não ocorreu. Segundo um relatório da Norton Security, em 2017 o Brasil se tornou o segundo país com o maior número de casos de crimes cibernéticos, afentando aproximadamente 62 milhões de brasileiros. Este preocuoante dado demonstra que uma grande parcela da popualação ainda não possui conhecimentos necessários para se precaver contra este crime.

Outrossim, as atuais leis que visam proteger os dados pessoais da população, são ineficientes. De acordo com a lei 12.737, conhecida popularmente como “lei Carolina Dickman”, devido a exposição e extorção virtual sofrida pela atriz Carolina Dickman, a detenção por este crime é de apenas seis meses a  dois anos. Possuindo uma pena muito branda, acaba sendo “vantajoso” a execução desta infração.

Diante do que foi mencionado, para solucionar os desafios no combate a crimes cibernéticos no Brasil, se faz necessário que haja uma ação conjunta do Governo Federal com a Imprensa, promovendo campanhas para conscientizar a população sobre a segurança digital, a fim de que as pessoas tenham um maior cuidado com seus dados, diminuindo assim, as taxas de crimes cibernéticos. Ademais, é preciso que o poder Legislativo crie leis mais rigidas para punir esse tipo de crime.