Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 24/08/2021
Conforme Steve Jobs, inventor e presidente da Apple, “a tecnologia move o mundo”. Nesse sentido, o conhecimento da informática é um fator fundamental para que aconteça o uso seguro de celulares e de computadores. No entanto, quando se observam os desafios no combate aos crimes cibernéticos no Brasil, percebe-se que este conhecimento não é transmitido plenamente para a sociedade. Isso se deve, principalmente, à escassez de políticas que protejam os dados dos cidadãos e à falta de investimento na educação voltada para a informática.
Inicialmente, cabe avaliar a escassez de políticas eficazes, no que concerne à criação de mecanismos para proteger os dados das pessoas e promover a divulgação de cursos sobre o cuidado com crimes cibernéticos. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Contudo, isso não ocorre de maneira suficiente no Brasil, quando se nota a falta de segurança que os dados pessoais dos cidadãos sofrem diariamente, isso não é um problema unicamente nacional, mas mundial, pois se um hacker desviar todas as finanças de um indivíduo, essa pessoa perderá boa parte do que construiu até hoje, assim, o Estado falha terrivelmente em ofertar bem-estar. Dessa forma, torna-se fundamental a mediação dos governantes para implementar o ensino sobre informática para que a sociedade consiga se proteger melhor contra crimes digitais.
Além disso, vale analisar a falta de investimento na educação voltada para a informática. Nessa perspectiva, segundo Nelson Mandela, presidente da África do Sul, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Dessa maneira, é essencial que, desde a escola, a sociedade seja ensinada sobre a importância de como evitar a ocorrência de crimes cibernéticos. Entretanto, isso não acontece plenamente na realidade, visto que em 2018, de acordo com o Ministério Público Federal, ocorreu aproximadamente 134 mil queixas de delitos virtuais, como pornografia infantil, conteúdos de apologia e incitação à violência e crimes contra a vida e violência contra mulheres ou misoginia. Esse dado prova que, infelizmente, a falta de uma educação tecnológica de qualidade dos brasileiros contribui significamente para o aumento de crimes digitais.
Portanto, a escassez de políticas e falta de educação fomentam os desafios no combate aos crimes cibernéticos. Desse modo, urge que as escolas, por meio de apoio do Ministério da Educação, promovam cursos de informática e de segurança de dados para pessoas de todas as idades, trazendo várias simulações práticas de como ocorre o roubo de dados e como se proteger deles, a fim de, no futuro, reduzir o número de queixas e a ocorrência de crimes digitais.