Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 24/08/2021
Apesar de o século XXI não ser compreendido por carros voadores e máquinas do tempo, como se era esperado no filme “De volta para o futuro”, este centenário é respaldado por uma série de inovações que concretizam a Quarta Revolução Industrial - a digital. Assim como a chegada das tecnológias dessa nova era trouxe diversos benefícios, ela trouxe, também, diversos impasses ainda incompreendidos - como crimes cibernéticos. Essa questão em que direitos estão sendo infringidos digitalmente pode ser destrinchada a partir dos ainda existentes desafios de a sociedade não está completamente inteirada nesse ambiente e de não existir uma proteção judiciária plena para esses crimes.
Como questão incial, problematiza-se o analfabetismo digital como um importante empecilho para que exista certa proteção nos ciberespaços. Isso acontece, pois, por a sociedade ainda apresentar certa ignorância quanto ao mundo digital e seus males, ela acaba tornando-se, na maioria dos casos, um alvo fácil para crimes. Isso pode ser observado no filme “Confiar”, que faz a retratação da extrema confiança que adultos e, no caso desse filme, jovens acabam tendo em uma esfera que tanto se deve desconfiar devido às incrtezas existentes nele. O cruel fim dessa produção expõe os reflexos que uma adolescente acabou tendo depois de ter sido abusada sexualmente por um pedófilo, após inocentemente não identificar com quem estava conversando, quem, de fato, estava escondido do outro lado da tela. Daí se tira a falta de um preparo, na própria sociedade, de se previnir de um golpe na Internet.
Outrossim, evidencia-se como a existência de mediações, para o caso de penalização para quem cometeu crimes cibernéticos, é algo precário no sistema judiciário mundial. A antiética divulgação de danos pessoais pela rede social Facebook e todo o processo que girou entorno desse crime fora amplamente vivenciado no documentário da Netflix “Privacidade hackeada”. Nele, observou-se como essa medida obteve resultados drásticos nas diversas democracias ao redor do mundo e, ao mesmo tempo, não houveram culpabilizações devidas ao responsáveis por tais danos. Esse fato demonstra como uma massiva corrente de crimes ocorrem diariamente e ainda não há uma estrutura própria em que se alcançe aos reais culpados e aplique-se as devidas consequências para tais ações ilegais.
Concluí-se, então, a necessidade de que tais desafios frente ao combate de crimes cibernéticos sejam dissolvidos. Para isso, representantes das nações mundiais e líderes das maiores empresas de softwares devem, juntos, concretizar um sistema de solução de controvérsias para o caso de infração dos direitos nos ambientes digitais. Isso, a partir de conferências anuais que abordem sobre as dificuldades existentes na sociedade diante essas novas tecnologias - tirando delas, então, medidas preventivas. Assim, o futuro ideal em que se espera viver será inteiramente vivido.