Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 10/09/2021

Sabe-se que o surgimento e a inovação da internet marcou a história da sociedade, uma vez que se tornou essencial e fundamental para a troca de informações e para a comunicação atual. Entretanto, esse espaço virtual também permite que diversas pessoas obtenham proveito e benefícios às custas de outras, já que o número de fraudes e roubos de informações cresce gradativamente. Com isso, vale atentar-se à exposição exagerada e a baixa proteção de dados.

A princípio, é perceptível a atração de hackers devido a uma exposição exacerbada nas redes. Nesse viés, 86% dos brasileiros admitem se expor mais do que necessário nas redes sociais, segundo o TechTudo. É compreensível que haja uma competição enraizada entre os usuários de quem registre mais cliques e momentos vividos, em prol de curtidas e engajamentos, de modo que, o usuário torna-se um alvo mais fácil aos ataques e crimes por meio de e-mail’s, chantagens e mensagens. Assim, enquanto a exposição por engajamento se mantiver, inúmeros casos continuaram ocorrendo.

Ademais, nota-se um abandono na proteção de dados por parte dos provedores. “Internet, terra sem lei”. Frase essa perpetuada entre os indivíduos, haja vista que existam poucas leis e medidas protetivas eficientes sobre invasão de dados e privacidade. Exemplificativamente, a atriz Carolina Dieckmann teve, infelizmente, suas fotos pessoais divulgadas nas redes sociais por hackers em que a chantagearam para apagar. Consoante a isso, inúmeras pessoas que sofrem desses crimes se sentem desamparadas e com medo de reagir, visto que, a exposição causada gera vergonhas e marcas para a vida inteira.

Entende-se, portanto, que os crimes cibernéticos geram feridas e precisam ser combatidos. Para isso, o DSI - Departamento de Segurança e Informação - deve fiscalizar a proteção dos dados juntamente com os sites e redes sociais, a fim de evitar algum vazamento e invasão por parte dos hackers. Além disso, as escolas devem ensinar o uso responsável das redes por meio de palestras com pessoas que já foram vítimas para exemplificar na prática, com a finalidade de conscientizar os jovens a criar uma rede mais saudável e, assim, diminuir os números dos crimes por vulnerabilidade.