Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 21/09/2021

Segundo dados da associação SaferNet Brasil, são registrados no Brasil 366 casos de crimes cibernéticos por dia. Os números só mostram o quanto a situação está fora de controle e precisa ser remediada. Porém, o combate a tais crimes é um desafio, tanto pelo anonimato presente no mundo virtual quanto pela fragilidade do sistema de segurança cibernética no país.

Conforme dito, no mencionado acima, o anonimato, que consiste em fazer algo sem revelar sua identidade, é um dos impasses ao combate dos crimes online, como o caso da cantora brasileira Luisa Sonza, que constantemente recebe, de forma anonima, ameças de morte nas redes sociais. Isso se deve ao medo de punição, visto que muitas pessoas que julgam e ameaçam, usam o anonimato como uma proteção. Outrossim, a utilização da internet para coisas ilegais, como usuários entrando em servidores anônimos e camadas mais privadas do mundo virtual para comprar e vender drogas. Desse modo, pessoas, diariamente, se escondem através do anonimato e comentem infrações, tornando o mundo virtual cada vez mais perigoso e de difícil interação.

Vale pontuar, ainda, que a Divisão de Crimes Cibernéticos, área da polícia brasileira que cuida das violações na internet, é um sistema repleto de fragilidades, dado que, as vítimas passam anos denunciando e tentando se proteger dos crimes realizados e não tem sucesso. Impasse esse devido à banalização dos crimes, por exemplo, comentários preconceituosos são feitos a todo o momento, e por mais que seja um crime, se tornou comum e as pessoas não dão a devida importância. Além disso, a falta de investimentos por parte do governo, que ignora a proporção que os crimes cibernéticos estão tomando e não investe no sistema para combater isso. Dessarte, tem-se um sistema ineficaz, com fragilidades, que banaliza as infrações e não se importa com as vítimas, corroborando às ideias de Hobbes de que o homem é um ser egoísta.

Em suma, não existem dúvidas de que o combate às violações virtuais enfrenta grandes desafios que precisam ser remediados.  Portanto, cabe às instituições educacionais, essas que são responsáveis pela educação secundária, instruírem as crianças, adolescentes e jovens a não usarem o anonimato como “escudo” e respeitarem todos no meio online, isso através de conversas educativas constantes, com o intuito de preservar a internet e torná-la mais segura e sociável. Por fim, o governo deve investir monetariamente no sistema policial que combate esses crimes, de modo a punir devidamente todos os criminosos e ajudar as vitimas de ameças, julgamentos e preconceitos virtuais.