Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 12/11/2021
A obra do escritor inglês Thomas More, chamada Utopia, como já diz o nome, se trata de uma sociedade perfeita, aonde os problemas sociais ou conflitos são ausentes. Contudo, essa obra é impossível de se reproduzir no Brasil atual, considerando todo o assédio e perseguição ainda sofridos por mulheres, na maioria. Esse problema é resultado da falta de diálogo online e a falta de fiscalização.
Como citado anteriormente, a falta de debate sobre o ‘‘stalking’’ resulta em diversas pessoas sendo perseguidas e desenvolvendo problemas psicológicos. Segundo Jurgen Habermas, um filósofo alemão: ‘‘a linguagem é uma verdadeira forma de ação’’. Contudo, é inegável que em relação ao assédio pela internet não é nem minimamente citado, até porque, não é nem discutido em escolas! Consequentemente, as crianças crescem sem consciência do que é o limite, e sem saber como defender-se. Assim, o governo peca nessa educação.
Portanto, também podemos citar a facilidade do assédio, devido a superexposição vista internet afora. Segundo uma pesquisa da Comscore, que fala sobre o uso de redes socias no Brasil, cerca de 70% da população aproveita das redes de forma compulsiva. Esse dado nos mostra a realidade em que o povo compartilha de forma explícita seus dados e rotinas. Como consequência, essa exposição facilita ‘‘stalkers’’ descobrirem diversas informações referentes a suas vítimas, que contibuem para as ações crininosas. Logo, essa triste realidade precisa ser impedida.
Dito isso, se torna inegável e imprescindível a necessidade de impedir o problema. Portanto, é necessário que o governo promova campanhas publicitárias, as quais devem alertar os problemas em relação a exposição online. Essa decisão objetivará a prevenção contra ‘‘stalkers’’. Além disso, o Ministério da Educação, junto do governo federal, necessita modificar a estrutura de educação, adicionando o tema “stalking” nas aulas de Ciências Sociais ou Sociologia. Com esses fatores, é esperado que a sociedade brasileira torne-se, nem que um pouco mais próxima da proposta por Thomas More, já apresentada anteriormente.