Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 12/11/2021
Retratada a vida de estudantes em uma escola de ensino médio na cidade do México, esses adolescentes possuem sua privacidade divulgada ao público por meio de mensagens de texto. Ao longo da trama, a narrativa revela que um hacker invade os aparelhos eletrônicos dos alunos por intermédio da conexão “wi-fi” do colégio e, a partir disso, começa divulgar os segredos desses jovens, causando dor e sofrimento às vítimas. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada na série está ligada àquela do século XXI: a invasão de privacidade e o crescimento desse crime no Brasil contemporâneo.
Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar que os crimes cibernéticos crescem exponencialmente no Brasil. Um caso que ficou conhecido foi o da atriz Carolina Dickmann, que teve seu celular invadido no ano de 2012 e posteriormente, a divulgação de seus arquivos e fotos íntimas na internet, além disso, a moça recebeu chantagens no valor de R$10.000 para que nada fosse divulgado. Diante disso, a lei 12.737 entrou em vigor no mesmo ano e foi apelidada de “Lei Carolina Dickmann”, devido se tratar de um código penal que tipifica criminalmente os delitos informáticos.
Por conseguinte, é evidente que essa problemática acarreta consequências: o constante crescimento de cibercrimes e o prejuízo econômico brasileiro. Segundo o UOL, no ano de 2018, o Brasil era o segundo país no mundo com o maior número de crimes virtuais, afetando cerca de 62 milhões de pessoas e causando um desfalque de US$22 bilhões. Além disso, destaca-se que este aumento advém da popularidade dos smartphones - devido às pessoas acreditarem que estão mais seguras utilizando aparelhos móveis.