Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 12/11/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é padronizado pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor traz, uma vez que os crimes cibernéticos apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de conhecimento, quanto da ausência de legislação apropriada. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, em busca do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeira análise, a fraca ciência da população sobre o tema mostra-se como um dos desafios à resolução desse revés. Nesse sentido, o filósofo alemão, Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica uma das causas do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre os crimes dentro do mundo virtual, sua visão será limitada, em razão disso acaba deixando mais difícil a resolução desse problema. Sem dúvidas, esse desafio deve ser superado, para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Além disso, a fragilidade da segurança na tecnologia encontra terra fértil na escassez de leis eficazes. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna, explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais as questões dos obstáculos da segurança cibernética. Portanto, é necessário medidas urgente para reverter esse quadro.
Em síntese, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Sendo assim, com o intuito de mitigar os crimes no mundo da tecnologia, requer, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que será revertido em desenvolvimento de leis mais eficiente para resolver esse obstáculo, através de uma discussão aberta com a população, por meio das mídias e redes sociais, afim de que as autoridades e a população juntos criem propostas para resolver esse problema. Desse modo, debilitará, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desse impasse, e a coletividade alcançará a Utopia de More.