Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 16/11/2021
O físico alemão Albert Einstein disse: “o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”, porém não é isso que se vê em vigência, as tecnologias, ferramentas criadas pelo homem, estão sendo utilizadas contra a integridade do próprio, e isso é posto em evidência ao se tratar dos crimes cibernéticos. A desigualdade da informação no setor da informática, propicia a vulnerabilidade por parte de alguns, enquanto a possibilidade do desvio de normas por parte de outros. O que traz desafios em prover segurança, tanto no âmbito individual, como no âmbito nacional.
Como mencionado anteriormente, a desigualdade de conhecimento é fator determinante para a ocorrência de crimes cibernéticos, pois alguns sabem como facilitar o processo de quebra de regras, por meio da camuflagem de identidade, mudança no endereço de I.P e demais táticas, enquanto outra parcela não sabe os riscos que corre ao acessar o universo virtual, dando origem a um cenario amigável para os preparados invasores. O panorama descrito é muito perigoso, é perceptível certo grau de impunidade, assim como uma determinada concentração de poder. Apesar de um cenário fictício, de forma exagerada, o jogo “Watch Dogs” aponta justamente essa situação caótica, no qual o protagonista, um “hacker”, controla praticamente todos os elementos de sua cidade, apenas com o seu celular.
Para evitar esse contexto caótico, assim como manter a defesa dos dados nacionais, países como a China, já desenvolveram aplicativos próprios para a sua população, como é o caso do “WeChat”, aplicativo de conversa chinês semelhante ao “Whatsapp”. Medidas como essas são importantes, uma vez que já foi exposto internacionalmente diversas tentativas e concretizações dos EUA nas suas espionagens em nações estrangeiras, que tinham como objetivo a reunião de dados de difícil acesso. Portanto, individualmente a diferença de controle tecnológico é nociva, e não é diferente nos parâmetros globais, no qual a soberania de determinada pátria, como é o atual caso dos Estado Unidos, pode submeter outras menos desenvolvidas no setor referido.
Contudo, infere-se a necessidade de medidas estatais majoritariamente educativas, por meio do Ministério da Educação, que deve modificar a grade escolar do ensino de base, de forma que inclua a obrigatoriedade da matéria de informática, assim como deve haver ação do Ministério da Tecnologia, que deve, ao modelo chinês, incentivar a produção de softwares(programas) brasileiros. Desta maneira, o Brasil terá um povo mais atento aos riscos da navegação virtual e que sabe proteger os seus dados, e igualmente, um país com a possibilidade de armazenar informações verdadeiramente secretas.