Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 22/11/2021

Atualmente vive-se um mundo onde a digitalização massiva de informação e entretenimento mostra-se altamente eficaz na interligação de conteúdo e mídia para o usuário da “internet”, porém essa digitalização, ou seja, a publicação em sites programados para divulgar determinado conteúdo estão ativamente suscetíveis a ataques cibernéticos, que significam intervenções de pessoas mal intencionadas que desejam usurpar sistemas, dados e informações para benefício próprio, seja ele financeiro ou social. A problemática desses ataques deve-se principalmente ao seu caráter crescente e a escassez de recursos judiciais eficazes no combate dos mesmos.

Primeiramente observa-se que os ataques cibernéticos afetam não somente o mundo digital, trazem impactos para o mundo físico, um exemplo é o ataque cibernético ocorrido em 2015 na Ucrânia, que afetou a rede elétrica da região, deixando 230 mil pessoas sem energia elétrica, outro exemplo mais recente é o ataque ao gasoduto americano em maio de 2021 que causou a paralisação do fluxo de combustível e o decreto dos EUA de estado de emergência, com oscilações de até 3% no preço da gasolina.

Em segunda análise observa-se uma ação dos países atacados em relação ao enrijecimento de medidas penais judicialmente elaboradas, para penalização dos criminosos e para vedar o surgimento de novos ataques. Porém, essas medidas mostram-se ineficazes com um aumento de 45% nos ataques em território norte-americano segundo estudo da PwC. O aliamento do governo com instituições especializadas no combate ao crime cibernético mostram uma eficácia de 25% nas reduções contabilizadas.

Conclui-se que há uma grande problemática relacionada aos crimes cibernéticos que extende-se além do campo digital para impactos perceptíveis no campo físico, sendo medidas como aliamento com entidades privadas uma alternativa efetiva para ter reduções efetivas na incidência de crimes cibernéticos. Uma solucção cabível é a criação de orgãos de governo especializados em inteligência cibernética, com convênios com entidades privadas especializadas no combate aos ataques de “hackers” como a HostGator, Pwc, KPMG etc, em  um prazo de 1 ano e meio a fim de amenizar as ameaças mundiais e corroborar para um mundo digital mais seguro e sadio para seus usuários