Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 10/02/2022

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais em que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes que perpetuam ao longo da história, no que tange à questão dos crímes cibernéticos. Além disso, é preciso ressaltar, ainda, que a população carece de informações sobre tal assunto, o que gera um estranhamento em torno da questão.

A princípio, a insuficiência da regulamentação é um complexo dificultador. Em 2012, Carolina Dieckmann sofreu um atentado em que um hacker se infiltrou em seu computador pessoal, roubou 36 fotos íntimas e a coagiu exigindo 10 mil reais. Como ela não aceitou, teve suas fotos vazadas na internet. No mesmo ano, a atriz abraçou a ideia de receber uma lei com seu nome para outras vítimas pudessem se resguardar perante os tribunais. No entanto, essa legislação não têm sido suficiente para erradicar o problema no país. Logo, é necessário ação dos Órgãos Públicos para que o povo tenha sua dignidade respeitada e preservada ao longo de sua vida.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o silenciamento. Infelizmente, as formas de precaução e os perigos ainda são pouco discutidos devido a indiferença sobre o assunto entre as pessoas. É demasiadamente comum entre os usuários da internet criarem senhas fáceis e confiarem nos dispositivos. Muitos desconhecem dos demais crimes virtuais, como o Phishing (técnica de fraude em que o criminoso envia mensagens formais com a intenção de roubar dados bancários, nome de usuário, dentre outros). O filósofo Foucalt defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Dessa forma, se este tema fosse abordado com mais frequência, seria possível diminuir e combater as violações na web.

Como solução, é preciso que o Senado Federal, em parceria com as mídias de grande acesso, divulguem com mais intensidade os canais on-line e telefones de denúncia. Tais divulgações devem ocorrer por meio de propagandas e vídeos a serem circulados nos meios de comunicação, a fim que a população se conscientize e todos entendam que a internet não é terra sem lei.