Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 12/04/2022
A série You, reproduzida pela Netflix, ilustra o perigo da exposição excessiva nas redes sociais e como isso contribui para atos ilegais. De maniera análoga a isso, nos dias atuais existem os chamados crimes cibernéticos, que ocorrem quando criminosos se utilizam da fragilidade das redes para burlarem o sistema, e isso vem acontecendo com frequência. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de responsabilidade dos criadores e a escassez de departamentos que combatem essas infrações.
Em primeira análise, evidencia-se que sistemas têm gafes e ocasionam a falta de privacidade de seus usuários. Tendo isso em mente, Marck Zuckerberg, dono da rede social mais acessada do mundo, depôs em uma audiência respondendo ao vazamento de dados de aproximadamente 87 milhões de pessoas. Dessa forma, fica claro a vulnerabilidade em que desfrutadores dessas redes estão submetidos.
Além disso, é notório o desprovimento de delegacias que tratam do assunto e seriam essenciais para combater tais infrações. De 27 unidades federativas brasileiras, apenas 16 possuem locais especializados em crimes cibernéticos. Mas mesmo com a falta de providencias do Estado, individualmente pode-se evitar tais situações, como disse o filósofo Cesare Beccaria: É melhor prevenir os crimes do que ter de puni-los […]. Depreende-se, por tanto, a adoção de medidas que venham ampliar a educação para que seja ensinado à sociedade a ética para que os níveis de criminalidade caiam e prover informações sobre como utilizar as redes sem perigo, evitando expor a vida pessoal - onde mora, números de telefone, emails, casos familiares, dentre outros-.
Portanto, cabe ao Governo disponibilizar mais locais de atuação contra os crimes da internet, por meio do dinheiro dos impostos fornecidos pela população, a fim de que tenhamos mais acesso a este órgão essencial para impormos o fim aos vilões da internet. E além disso, fornecer a educação que nos é garantida na Constituição de 1988, com ajuda de intituições como a UNESCO -A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura- para que mais cidadãos de bem componham a sociedade.