Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 02/11/2022

Steve Jobs, fundador da Apple, afirma que “a tecnologia move o mundo”. Porém, para que mova o mundo, a tecnologia deve ser usada de forma segura e consciente, situação que não ocorre no Brasil, dado a quantidade de crimes que ocorrem no meio cibernético. Nesse contexto, é necessário destacar aspectos importantes que corroboram com a problemática, como a inoperância estatal e a falta de visibilidade do assunto.

Sob essa ótica, é inegável que a negligência governamental na formulação de políticas de segurança tencológica, deixa toda a população suscetível a ação de hackers e a crimes cibernéticos. Sendo assim, o Estado, por não garantir segurança aos cidadãos, caracteriza-se como uma “Instituição Zumbi”, tal conceito, formulado pelo sociólogo alemão Zygmunt Bauman, faz referência a instituições que deixaram de cumprir sua função social.

Ademais, a lacuna no debate público sobre o problema faz com que sua resolução se distancie de forma marcante. Sob esse viés, o teórico francês Michel Foucault, elaborou a construção “Hegemonia dos Discursos” para explicar como algumas pautas se sobressaem a outras, resultando no silenciamento de temas importantes. De modo semelhante, a carência de segurança cibernética se deve à posição insignificante do assunto na hierarquia foucaltiana. Dessa forma, é inadmissível manter, em pleno século XXI, esse cenário perverso.

Portanto, mudanças são necessárias para resolver o impasse. Para tanto o Ministério da Segurança deve, por meio de um projeto de lei entrgue à Câmara dos Deputados, elaborar projetos de proteção tecnológica à população, com auxílio de agentes da segurança, especialistas em tecnologia e informática, além de divulgar ao público maneiras de se proteger no meio tecnológico, incentivando o debate sobre o assunto, a fim de garantir segurança e consciência aos brasileiros.