Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 07/11/2022
A Terceira Revolução Industrial - ocorrida no século XX -, foi marcada pela emancipação do campo tecnológico e, por conseguinte, o surgimento das redes de comunicação. À vista disso, no brasil hodierno grande parte da população faz uso dos meios digitais, com ênfase as redes sociais e aplicativos digitais que, infelizmente, são vias para os golpes cibernéticos e financeiros, nos quais atingem principalmente idosos. Nota-se, portanto, entraves sociais no que tange à segurança de dados pessoais.
A princípio, de acordo com o PEC (Emenda à Constituição), sancionada em 2022, é assegurada nos termos da lei, o direito à proteção dos dados pessoais nos meios digitais. Contudo, pesquisas do IBGE (Instituto brasileiro de geografia e estatística), revelam que 58% da população brasileira foram vítimas de golpes cibernéticos nos últimos anos. Dessa maneira, os chamados “hackers” invadem diretamente o aparelho digital ou rede social da vítima, com o objetivo de extrair dados pessoais como CPF (cadastro de pessoa física) a fim de realizar compras de alto valor no nome do indivíduo extorquido. Ademais, crimes como esses são comumentes relacionados a estelionato, em vista de que após o roubo do aparelho celular, o estelionatário acessa o aplicativo de banco digital da vítima e repassa o dinheiro para si.
Outrossim, idosos são o maior grupo social atingido por crimes cibernéticos. Conforme o Estatuto do Idoso, é dever do Estado e da família garantir a segurança de pessoas com mais de 60 anos. Contrariando-se a isso, por conta da falta de conhecimento digital, há vasto casos de golpistas virtuais - principalmente nos aplicativos de mensagens - passando-se por familiares em situações financeiras delicadas. Em consequência à isso, as vítimas com mais de 60 anos caem em golpes e sofrem extorsão financeira.
Em suma, percebe-se a problemática acerca dos crimes virtuais e a necessidade de medidas para mitigá-la. Para tanto, é dever do Estado e do MEC (Ministério da Educação), investir em palestras sociais e gratuitas dadas por profissionais do campo tecnológico, a fim de democratizar as formas de proteção à sociedade brasileira por meio de dicas e métodos de como reconhecer um ataque golpista