Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 29/10/2023

Com o surgimento do fenômeno da Globalização que consiste na interligação das diversas regiões do mundo a partir do avanço do meio técnico-científico-informacional com o uso de novas tecnologias. Nesse contexto surgiu os crimes cibernéticos que demonstra que esse uso não apresenta apenas vantagens como muitas vezes disseminado nas mídias. Desse modo, as principais problemáticas que contribuem para o aumento desse imbróglio são, a falta de letramento digital e a ausência de políticas regulamentadoras.

Sob essa óptica, a teoria do homem na menoridade do filósofo Kant afirma que o homem que esta na menoridade é aquele que não possui autonomia para refletir criticamente de forma independente por conta, principalmente, da ignorância. Análogo a isso, uma grande parcela da população brasileira se encontra nesse estado de menoridade em relação as tecnologias, já que não tiveram instruções de como utilizar e sobre os perigos na Internet. Assim, devido a falta de educação digital muitos usuários ficam propensos a serem vítimas dessas práticas criminosas.

Além disso, é válido ressaltar que o cenário virtual é marcado pela ausência de políticas regulamentadoras. Em decorreência disso, esse espaço de “terra sem ninguém” coloca a margem a segurança dos usuários no país. Um exemplo disso aparece em um episódio da série “Black Mirror” em que um jovem é ameaçado por um hacker com gravações dele como forma de manipula-lo, ao longo desta ainda é visto mais pessoas sendo intimidadas por esse criminoso. Desta maneira, é imprencidível que sejam feitas ações para mitigar a ocorrência de situações semelhantes que acontecem pela negligência estatal.

Portanto, o Ministério da Educação, orgão que cuida das diretrizes escolares, deve desenvolver a educação digital, por meio da criação de programas para que assim os usuários estejam preparados à estarem no meio virtual e conscientes dos perigos da Internet. E também, o Poder Legislativo necessita assegurar a segurança dos indivíduos através de políticas públicas de regulamentação digital para evitar a promoção de crimes cibernéticos no Brasil.