Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 29/08/2019
Desde a clonagem da ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado, houve uma busca maior para criar novas formas de vidas e melhorar qualidade de vida com a biotecnologia, todavia nem todas essas formas são aceitas, pois algumas ultrapassam o limite étnico até se desconciliar com a própria ética. Vale destacar os imensos benefícios como manipulação de células-tronco para criar órgãos, plantações mais sustentáveis, bem como os malefícios que podem envolver diferenciação da raça humana e até mesmo interromper o ciclo natural da vida. Em síntese a biotecnologia é muito importante, indica evolução, entretanto esta, deve ser mediada por algum órgão público para que não saia do controle.
Na série televisiva Black Mirror que mostra os problemas futuros com a tecnologia, uma mulher encomenda um clone do marido que estava morto para amenizar o seu sofrimento, porém convivendo com o clone sua experiência com a morte tornou-se mais traumática. Fora das telas, os avanços da biotecnologia confronta a ética de muitas maneiras, como a manipulação do genoma humano que por sua vez pode gerar uma geração mais ‘’evoluída’’, ‘‘superior’’, de forma que a raça humana não apenas se divida em crenças, mas sim em soberania. Além disso, haveriam problemas a respeito dos valores humanos, já que a raça estaria divida em lados dificilmente conciliados.
Por outro lado, dessa vez sem a ética envolvida, a biotecnologia simboliza a seleção natural, a sobrevivência humana. A manipulação de células-tronco tem impacto positivo por todo o planeta, por exemplo para a criação de órgãos em laboratório, de maneira que menos pessoas sofram em filas para transplantes, a expectativa de vida aumentaria e a qualidade de vida seria diretamente proporcional a isso. Ademais, essas células podem ajudar no desenvolvimento de carnes sem a criação de animais, diminuindo os impactos da pecuária que dentre eles são: aquecimento global e o desmatamento, que danificam ativamente a natureza do terceiro planeta do sistema solar.
Em suma, o Estado deve mediar e controlar as ações dos cientistas e instituições que promovem a biotecnologia, envolvendo-se ativamente com as áreas de pesquisas do país, e, selecionando uma banca para julgar o que deve ser espalhado pela sociedade ou não. Contudo não deve controlar as pesquisas, a fim de que mesmo que os impactos sociais sejam controlados com o objetivo de divergir menos da ética, a ciência continue evoluindo com as pesquisas para que promova a raça humana como um todo. Outrossim, o Estado deve promover mais apoio as pesquisas desde o ensino fundamental nas escolas, porque por meio delas os Homo sapiens sapiens têm a oportunidade de evoluir. Só pelo intermédio do Estado haverá uma conciliação, não completa, mas melhor, com a ética.