Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 28/10/2019
Capitão América é um super-herói de histórias em quadrinhos, publicado pela Marvel Comics. Entretanto, suas habilidades baseiam-se numa modificação genética, que emergem uma discussão acerca da conciliação da biotecnologia e a ética, posto que, o herói transmutado sofre com as consequências desse processo. Então, se por um lado a engenharia genética produz meios de tornar a vida humana mais resistente e prática, por outro acarreta e transtornos que fogem do controle humano. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Sabe-se que, desde as revoluções industriais, o mundo tornou-se cada vez mais dependente das inovações científicas. De acordo com Albert Einstein, toda a nossa ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos. Para ilustrar tal importância, pode-se pensar no exemplo da insulina sintética criada através da tecnologia do DNA recombinante para portadores da diabetes mellitus, que propôs uma terapêutica mais eficiente e segura. Nessa lógica, o investimento em pesquisas no campo da biotecnologia se faz crucial para aprimorar o conhecimento sobre o mundo e realizar avanços que tragam melhoria de vida.
Outro aspecto a ser abordado, todavia, é que não há um limite demarcado sobre até onde o ser humano pode interferir na natureza biológica. Conforme George Shaw, famoso dramaturgo, a ciência nunca resolve um problema sem criar pelo menos outros dez. Dessa forma, não há como ter domínio total sobre as mudanças realizadas e suas as consequências. Para exemplificar, tem-se o surgimento de “superpragas”, resistentes aos genes nas safras criadas por biotecnologia. Sendo assim, o resultado da modificação genética foi o oposto do esperado e não pôde ser previsto.
Fica claro, portanto, que, apesar de ser crucial para o desenvolvimento humano e tecnológico, modificar o DNA não é totalmente seguro e nem sempre beneficia toda a população. Desinente disso, o Governo Federal deve destinar verbas para patrocinar estudos biológicos para a criação de seres vivos transmutados que respeitem os direitos humanos e tenham responsabilidade para com a população, focando em sua melhoria de vida. Além disso, deve haver fiscalização de pesquisas já existentes, por meio do Ministério do Meio Ambiente, que garantam maior preparo com imprevistos. Para que, assim, os seres humanos usufruam do bem que a ciência e tecnologia podem propor, ao invés de precisar sofrer com resultados inesperados como no Capitão América.