Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 30/09/2019

É fato que a tecnologia revolucionou a vida em sociedade nas mais variadas esferas, a exemplo da saúde trouxe vários benefícios ajudando no avanço cientifico. Porém até onde esses avanços podem chegar sem ferir a ética. Com o crescente estudo da biotecnologia que é voltada para o desenvolvimento de sistemas e organismos vivos na criação e melhoria de técnicas, existe duas pautas que são muito questionada, a fertilização in vitro e a clonagem humana e animal.

A fertilização in vitro é um método novo que ajuda casais que não conseguem gerar filhos de forma natural. Ainda mais sendo um jeito muito arriscado têm suas vantagens e desvantagens, respectivamente, menor chance do bebê nascer com doenças hereditárias, a exemplo fibrose cística, anemia falciforme, daltonismo e entre outros, da mesma forma existe também a ocasião de dar erro no laudo do geneticista e esse feto acabar falecendo. Além disso encontra-se a possibilidade de poder modificar os traços do feto como escolher a cor dos olhos, do cabelo e até mesmo da pele. Ou seja a manipulação do material gênico, buscam as características almejadas e retiraram as indesejadas, o chamado melhoramento genético. E é nessa parte que os médicos podem chegar a ferir a ética, trazendo uma maior desigualdade racial e social, onde um se seria superior ao outro por conta de não ter certos genes para determinada doença e o outro possuir.

A clonagem, um método do qual se gera indivíduos geneticamente idênticos, fornece bastante discussões éticas, pois de acordo com o físico Marcelo Gleiser a clonagem humana pode ser uma forma de controlar a morte, visto que se puder capturar a essência genética e mental do ser e passar para outro ser essa pessoa poderá se perpetuar. Porém só um setor muito pequeno da população poderá se usufruir disso tudo. Ademais a clonagem animal é capaz de ser benéfica para o ecossistema, impedindo a extinção de certos animais como as abelhas que atualmente se encontra em risco de desaparecimento.

Com finalidade de conciliar a ética com a biotecnologia critérios devem ser adotados. Referente a fertilização in vitro, leis devem ser aprovada no congresso da câmera municipal sobre a não modificação das características físicas do bebê para se evitar uma desigualdade social elevada. Bem como na clonagem, deve-se haver uma equiparação nas cidades, onde esse direito tem de se para todos, e quem decide isso é o estado, elegendo o político que atenda a voz da população sobre as legislações da clonagem.