Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 27/08/2019
A partir da Terceira Revolução Industrial, a biotecnologia se mostrou como uma potência para a cura de doenças ou prevenções, através de modificações no DNA. Entretanto, na sociedade contemporânea os valores estéticos estão em alta, assim a tecnologia que modifica o DNA para a prevenção de doenças, agora é usada para fins estéticos. Dessa forma, o cenário da conciliação da biotecnologia e a ética é um desafio, devido a valorização excessiva da estética e a elitização dessa tecnologia.
Primeiramente, toda tecnologia é uma potência, quem escolhe o lado que ela vai seguir é a sociedade, como o urânio que pode ser usado para energia elétrica com pouco gasto ou se enriquecido pode gerar uma bomba atômica. Nesse contexto, a tecnologia está submissa as escolhas humanas. Nesse viés, o Crispr ,que é uma tecnologia que modifica o DNA, tinha inicialmente a finalidade com a saúde, mas com a valorização excessiva da estética ,o modificador passou a ser uma criação humana completa, desde a fisionomia até a cor dos olhos, levando assim, a proibição da tecnologia. Continuamente, essa proibição só proibiu o Crispr de funcionar na legalidade, como contanto na série Explicando, em que essa tecnologia esta disponível no mercado negro e a ‘‘montagem’’ do seu bebê acontece de forma virtual e é entregue por uma correspondência explicando a forma que deve ser injetado o DNA no embrião. Dessa maneira, a ética da legalidade é submissa as formas fora da lei que funcionam no mercado negro cibernético.
Segundamente, a tecnologia de modificação do DNA, seja da forma legal ou ilegal, é extremamente cara. Ademais, os benefícios seriam apenas para a parte mais rica da sociedade, deixando de lado os pobres, que estão mais exposto a doenças, como consta a Organização das Nações Unidas (ONU), em que morrem anualmente 24 milhões de pessoas, vitimas de doenças facilmente curáveis. Além disso, fica a omissão dos governos de países potência em proibir uma tecnologia revolucionaria ao invés de explora- lá e reduzir um grave problema ,que é a morte por doenças, principalmente as facilmente curáveis. Desse modo, essa tecnologia fica restrita à elite, que já possui mecanismos suficientes para manter a saúde conservada.
Em síntese, fica claro o desafio da conciliação da ética com a biotecnologia, por conta da valorização da estética e da elitização. Portanto, faz-se necessário que à ONU em conjunto com os governos dos países potência, façam duas etapas, em primeiro momento a fiscalização cibernética, visando bloquear o acesso ao mercado negro. Seguidamente, voltar a explorar a tecnologia para fins de saúde, com remediação dos governos, que devem criar politicas de acesso as pessoas de acordo com a renda. Nesse sentido, ampliando o acesso a biotecnologia e garantindo a conciliação com a ética.
e com fiscalização da ONU, assim