Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 28/08/2019
No livro Admirável Mundo Novo, é ilustrado um mundo constituído por pessoas geneticamente alteradas em laboratório, além de serem adestradas para cumprir seu papel de castas biológicas. Tal obra fictícia, em primeira análise, diverge substancialmente da realidade contemporânea, uma vez que valores democráticos imperam. No entanto, com o avanço da biotecnologia são inegáveis as consequências advindas da divergência, tais como aprofundamento da desigualdade social e eugenismo.
Como é retratado no livro, as pessoas eram modificadas com o intuito de caber nas castas. A maior parte da população era denominada de “ Y”, eram pessoas geneticamente alteradas para serem menos inteligentes, pensarem menos e não terem ambições. Nesse sentido a manipulação das massas já era previsto pelo Hexley em 1932. Paralelamente a essa visão, o eugenismo social é um dos propulsores do debate de conciliação. Em 1883, o inglês Francis Galton, primo do cientista Charles Darwin, Galton acreditava que fosse possível produzir seres humanos melhores hereditariamente, seria possível criar gênios como Darwin. É de fato uma ideia brilhante melhorar as futuras gerações, mas nos Estados Unidos, o intuito era prevenir que pessoas indignas de passar sua hereditariedade. Vai contra todos os valores de ética que Aristóteles tanto buscava.
Portanto, é mister que o Estado tome providencias para amenizar esse debate. Para metizar a promoção de ideias associadas á eugenia, o ideal é propor uma regulamentação das praticas da biotecnologia no Brasil mediante a elaboração de um projeto de leis especificas, o qual deve ser votado com urgência na Câmara Legislativa com o objetivo de evitar a promoção de ideias eugenistas. Assim, o governo juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação ( MCTIC) conseguiram amenizar a eugenia social, fugindo do fim despótico do livro.