Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 29/08/2019

Biotecnologia pode ser definida como uma área da ciência que utiliza organismos vivos para criar ou modificar produtos. Essa prática, apesar de ser considerada segura por alguns cientistas, acaba divergindo opiniões em relação ao que seria permitido e ético. Dessa forma, não há dúvidas que conciliar ética e biotecnologia é um grande desafio brasileiro, principalmente em pautas muito discutidas como alimentos transgênicos e clonagem.

Convém ressaltar, a princípio, que há um enorme debate em torno do consumo de alimentos transgênicos. Isso acontece devido ao fato de ser uma técnica recente, surgida somente na década de 1970, com os inúmeros avanços da engenharia genética. Dessa forma, a escassez de informação da população possibilita que opiniões não embasadas cientificamente sejam propagadas. Por consequência, o debate deixa de ter um caráter construtivo sobre os riscos e se seria ético modificar os alimentos, e assume uma postura preconceituosa frente aos avanços.   Vale destacar, também, que a produção de indivíduos geneticamente iguais perpassa uma tênue linha entre o comportamento ético e os interesses por trás dessa prática. A partir do pensamento de Arthur Schopenhauer de que todo homem toma os limites do seu próprio campo de visão como os limites do mundo, é possível compreender os desafios para definir o que é permitido. Sendo assim, a variedade de pensamentos acerca desse tema favorece as discussões e dificulta um consenso, visto que cada indivíduo acredita que sua visão é a correta.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, promover debates construtivos na sociedade que possibilitem o esclarecimento dos prós e contras do uso da biotecnologia, a fim de que a população não tenha uma opinião baseada no senso comum. Ademais, é importante que o Estado exerça seu poder e proíba práticas prejudiciais a seres humanos ou animais, a fim de manter a ética e respeitar os direitos humanos.