Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 29/08/2019

Ao analisar a história da humanidade, é possível compreender que a ética ou filosofia moral é, a ciência ascendente, as demais ciências. René Descartes, conhecido como o Pai da Filosofia Moderna no século XVII, dizia: “A ética, ciência que pressupõe o conhecimento das demais ciências, é o supremo grau de sabedoria". Dessa forma, é nítido a relação de cuidado que uma nação deve ter com as questões referentes à conciliação da ética com a biotecnologia, é válido analisar maneiras de conciliação entre essas duas ciências para desenvolver uma sociedade mais prospera.

Cada novo indivíduo recebe ao se formar, um conjunto de cromossomos hereditários, caso existam anomalias cromossômicas, este novo indivíduo formado estará sujeito a distúrbios e síndromes autossômicas, todavia, em 1987, foi divulgado ao mundo as tecnologias transgênicas, que utiliza a técnica CRISPR, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelo NASA Astrobiology Institute, as doenças genéticas, distúrbios, síndromes e doenças imunológicas, podem deixar de existir nos próximos anos, inquestionavelmente, melhorando a qualidade de vida da população mundial, entretanto, para a biotecnologia atual não existem proibições ou limites em modificações fenotípicas, causando uma série de irregularidades à ética.

A ética é uma ciência que está em constante desenvolvimento, os valores morais da idade moderna para a idade contemporânea são bem diferentes, coisas que eram consideradas um verdadeiro absurdo, hoje são consideradas normais para o padrão da sociedade, contudo, esses valores morais precisam ser regulamentados, as leis éticas são o limite entre a civilização e a barbaridade, ou seja, a biotecnologia não pode ultrapassar os limites da ética. O uso da biotecnologia para casais que desejam fazer alterações fenotípicas, como, escolher a cor dos olhos e a forma do cabelo, é um tipo de tecnologia que ultrapassa justamente limites da ética, criando paradigmas inconstitucionais e desenvolvendo problemas de identidade para esse futuro Indivíduo.

Sob esse viés, percebe-se a necessidade que medidas cabíveis sejam postas em prática, com o intuito de conciliar a ética com a biotecnologia, portanto, é imprescindível que o Ministério de Ciências, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), juntamente com o Ministério da Justiça, regulamente por meio de leis, as praticas envolvendo o uso da biotecnologia para fim de diminuir as experiências envolvendo alterações fenotípicas, e incentivando somente exclusivamente apenas alterações genotípicas para uma melhor qualidade de vida, e juntamente com o Instituto de Química e Biotecnologia(IQB)  e o Governo Federal, por meio de campanhas na TV, rádios, internet e jornais, devem propagar informações sobre a regulamentação e como ela pode ajudar a população brasileira.