Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 04/09/2019

Cada Revolução Industrial trouxe uma nova ferramenta para viabilizar o desenvolvimento da sociedade. Assim, no contexto da terceira revolução, a novidade foi a biotecnologia. No entanto, observa-se que há um desequilíbrio entre essa tecnologia e a ética. Cabendo, dessa maneira, analisar as causas para esse problema e propor soluções.

Sob esse viés, cita-se a necessidade do homem de atingir a perfeição e ir contra o fluxo natural. Dessa forma, quando há a oportunidade de se ter algo melhor, apenas com o auxílio da tecnologia, sem muito esforço humano, muitos indivíduos optam por se apoiar no meio científico. Tal afirmação procede, quando menciona-se o uso da fertilização in vitro - quando realizada por casais saudáveis - com o intuito de  escolherem as características fenotípicas do filho. Com isso, esses não permitem que a variabilidade genética, possíveis mutações e, consequentemente, seleções naturais ocorram, no futuro, inviabilizando o fluxo natural dos fenômenos que envolvem a vida humana, como a reprodução.

Outrossim, o anseio pela alta produtividade é fator para o desequilíbrio citado. Isso ocorre, pois almejando uma produção agrícola elevada e sem prejuízos financeiros faz-se o uso dos transgênicos, os quais usufruem de biotecnologia para sua gêneses. Logo, as sementes modificadas contribuem para uma exploração e devastação bem maior do solo, visto que esse é usado de forma intensa. Ademais, esses produtos promovem a expansão do agronegócio e suas consequências para outras áreas através da expansão da fronteira agrícola,  visando sempre ao lucro e elevada produção em detrimento do bem-estar da natureza.

Portanto, a fim de equilibrar a biotecnologia e a ética, são necessárias ações dos médicos e agricultores. Primeiramente, as clínicas de fertilização devem incentivar os casais saudáveis a terem seus filhos de forma natural. Desse modo, permitindo o fluxo natural do fenômeno da reprodução. Para mais, os representantes do agronegócio devem priorizar o correto manejo do solo, com o intuito de retardar sua devastação e diminuir a exploração de áreas que ainda encontram-se preservadas. Com isso, o setor agrícola atenderá o mercado mundial, promoverá a economia nacional e manterá o bem-estar dos biomas. Contribuindo, assim, para que a ética e a biotecnologia se conciliem.