Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 03/09/2019

Na série de comédia “South Park”, um cientista abusa da biotecnologia e cria um clone de Stan Marsh em que resulta em uma catástrofe pois o clone criado não agiu de maneira esperada. Fora de ficção, entretanto, com o avanço da biotecnologia tópicos como danos à saúde humana e a busca pela perfeição do DNA estão sendo pautados, além de que, existem questões judiciais e humanas acerca desse avanço. Desse modo, os desafios para a conciliação entre a biotecnologia e a ética é inconcebível e por isso, torna-se necessário a resolução.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a biotecnologia trouxe consigo muitos problemas à saúde humana. Sobre isso, é pautável citar o caso da soja transgênica: criada para aumentar a sua resistência ao herbicida Glifosato, em que trouxe um aumento no risco de câncer e desregulou o sistema endócrino da população. Nesse espectro, nota-se que os limites trazidos pela tecnologia dessa área é nula e essa falta prejudica as questões judiciais, uma vez que, não existem leis que fiscalize qual mudança genética está sendo modificada, ademais, como cita Gilberto Freyre: “Sem um fim social o saber será a maior das futilidades”. O que agrava paulatinamente o problema.

Vale destacar, em segundo plano, a busca pelo material genético perfeito que a biotecnologia estuda, nesse ponto de vista, é notório mencionar uma reportagem feita pelo “O GLOBO”, em que cientistas criaram por meios de ferramentas genéticas, uma maça que é incapaz de escurecer. De maneira análoga, como cita Nietzsche, “A humanidade não representa uma evolução para algo melhor, o “progresso” é simplesmente uma ideia moderna, ou seja, falsa”. Paralelamente, esse anseio pela perfeição ultrapassando limites éticos, produzindo alimentos geneticamente modificados e sendo prejudicial a ordem social é imprescindível e, portanto, necessita de um empasse.

Portanto, cabe ao Estado tomar providências para a dissolução do cenário atual. Para a implementação de leis a respeito do problema, urge que o Legislativo, motivados pelo pensamento de Freyre, por meio de deputados, senadores e as comissões da Câmara, colocar em discussão e votação uma lei na qual impõe limites no avanço da biotecnologia, por exemplo, evitando o acontecimento da soja transgênica e, garantindo assim a asseguração do legislativo. O MEC poderá, também, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias no intuito de amenizar essa vontade pela exatidão, detalhar que a busca pela perfeição dos genes, pode ultrapassar os limites dos valores que orientam a conduta humana, afetando a cidadania e a ordem social. Somente assim será possível combater a passividade do tema.