Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 03/09/2019

O clone da ovelha Dolly, divulgado somente  quando ela estava com sete meses, trouxe ao final do século XX o debate entre ciência e ética. Desde então, é necessário que a sociedade científica compreenda quais são os limites de sua expansão tecnológica, evitando conflitos: sociais, políticos e econômicos.

Em primeira análise, é necessário o reconhecimento de que a biotecnologia trouxe melhorias significativas para a sociedade atual. Um exemplo benéfico dela é a modificação das sementes para o aproveitamento de solo pouco fértil, como o norte e o cerrado brasileiro. Entretanto, esse mesmo feito promove empasses territoriais entre fazendeiros e indígenas, ocasionado devido a expansão agrícola. Portanto, percebe-se que ao passo de uma evolução tecnológica, há também, a promoção de conflitos políticos e sociais.

Outrossim, desde a segunda guerra mundial é notório o crescimento da biotecnologia em uma perspectiva bélica pondo a sociedade em uma alerta de perigo eminente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os Estados Unidos e a Rússia ainda possuem sob suas posses o vírus que dizimou a sociedade europeia na idade média: a varíola, considerado altamente letal. Com isso, as tensões atuais, tanto política quanto armamentista, podem acarreta na elaboração de uma arma perigosa de alto risco e ameaça à humanidade.

A biotecnologia e a ética, é portanto, uma dupla de grande peso na sociedade e seus limites devem ser respeitados. É necessário que a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleça, por meio regras, a utilização da biotecnologia no processo armamentista dos países desenvolvidos, visando promover a paz e o compromisso entre as nações. Mas também, é necessário que o poder legislativo brasileiro crie normas para fiscalização da utilização de biotecnologia, possibilitando o respeito das froteiras socias e economicas. Só assim se denvolverá nações tecnologicas compromissadas com o respeito à sociedade.