Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 16/10/2019
Ficção se tornando realidade
O recente fato do cientista chinês He Jiankui, que disse ter editado genes de bebês abalou a comunidade científica, pois essa edição pode quebrar a ética que vem sendo prezada nesse assunto. No contexto atual científico, esse acontecimento ajuda a entender os limites entre a ética e a biotecnologia. Apesar da perspectiva de curas para doenças, a possibilidade da criação de castas mais ou menos evoluídas e os transgênicos atrapalham essa questão. Há os que defendem que a evolução da biotecnologia tem que parar. No entanto o equilíbrio é a chave.
O estudo genético não é recente. Na história, James Watson e Francis Crick descobriram a estrutura do DNA. Posteriormente, o genoma humano foi inteiro mapeado. Atualmente, a genética associada à tecnologia é capaz de produzir novos organismos- conhecidos como transgênicos- os quais são muito comercializadas, embora de acordo com uma notícia do G1, causam câncer. Todavia, essa associação também abriu portas para a síntese de remédios e curas. De fato, uma descoberta pode amenizar a outra, porém não é viável produzir a cura e continuar vendendo o veneno.
Ademais, a chance de se modificar os genes de bebês, por exemplo, gera uma sociedade que seria dividida em seres humanos mais evoluídos e menos evoluídos. O filme “Gáttaca” encena muito bem como seria: voltaríamos à época do colonialismo europeu, onde estes se achavam melhores que qualquer “outra raça”. Enfim, isso não pode acontecer.
Percebe-se portanto, que o homem pode e deve continuar as pesquisas para cura de donças. Não se pode perpetuar a produção de transgênicos. Pelo contrário, as empresas produtoras de OGM’s devem ser multadas pelo Superministério da Economia a fim de pararem o comércio destes alimentos. Competindo à sociedade parar de comprar esse tipo de comida. Além disso, qualquer início de projeto que envolva a modificação do genoma humano deve ser impedido. Assim teremos uma sociedade mais saudável e sem o perigo de retroceder anos eticamente.