Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 04/09/2019

A Biologia representa para o século XXI o que a Física representou para o século XX. Seus avanços são tão grandes e rápidos que é quase impossível o acompanhamento do que está ocorrendo. Contudo, as controvérsias sobre os efeitos na saúde humana e no meio ambiente e a não participação consciente da sociedade brasileira nos processos de pesquisa configuram-se como impasses para a conciliação entre ética e biotecnologia.

A priori, é essencial citar que os efeitos da biologia tecnológica passa pelos campos econômico, social e ambiental. Nesse contexto, é impar pontuar que segundo dados do portão Estadão, Os defensores dos OGM (Organismos Genéticamente modificados) argumentam que essa ramo da ciência aumentaria a produção de alimentos, o que, por sua vez, reduziria a a fome no país. No entanto, os críticos dos transgênicos ambientalistas e algumas organizações de cientistas argumentam que seus efeitos na saúde humana e no meio ambiente ainda são desconhecidos. Logo, é notório que falta uma maior concordância entre os termos ciência e ética.

Outrossim, sabe-se que a bioética é ponto central dos debates atuais. Aborto, Clonagem, Eutanásia, Transgênicos, Células-tronco, são alguns dos principais aspectos que provocam novas discussões éticas sobre a vida. Entretanto, de acordo com informações do cite G1, mais da metade da população desconhece os beneficíos voltados a biotecnologia, e além disso, faltam informações a respeito dessa prática por grande parte da população. Desse modo, em relação a esse cenário, a participação e o controle social nas questões bioéticas adquirem importância fundamental.

Portanto, é evidente que existem alguns desafios para a associação entre ética e a biotecnologia. Assim, para a garantia de que a cidadania seja respeitada, urge que  O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações, inove por meio da permição da participação e do envolvimento social nas questões relacionadas a bioética,  por intermédio do pluralismo participativo, para que assim, previna-se o difícil problema de um progresso biotecnocientífico entrelaçados aos valores éticos.

para a garantia de que a cidadania seja respeitada. O controle social, por meio do pluralismo participativo, deverá prevenir o difícil problema de um progresso biotecnocientífico que reduz o cidadão a súdito ao invés

Mesmo neste complexo tema dos transgênicos, a pluriparticipação fomentada pelo Ministério da agricultura é indispensável, para a garantia de que a cidadania seja respeitada. O controle social, por meio do pluralismo participativo, deverá prevenir o difícil problema de um progresso biotecnocientífico que reduz o cidadão a súdito ao invés de emancipá-lo. róprio rei, pelos cientistas, empresas ou políticos. Essa peculiaridade é absolutamente indesejável em um processo no qual se pretende que a participação consciente da sociedade brasileira adquira papel de relevo, através da educação, da informação e do acesso a esta e, se necessário, mais adiante, mediante uma consulta plebiscitária na qual todos tenham possibilidade de externar suas opiniões.