Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 06/09/2019

No cenário das revoluções técnicos-científicas faz-se presente o enriquecimento à condição humana com o uso da ciência e tecnologia. Contudo, apesar de benéfica em âmbitos da saúde, a exemplo as vacinas, tal fato converte-se nocivo à ética ao associá-lo à ganância humana. Desse modo, a dinamização provocada pela biotecnologia desagregada de valores sociais compromete os reais benefícios ao homem e seu futuro.

Sob esse viés, a teoria de alimentos transgênicos conduziria à uma relação favorável entre produtores e consumidores, no entanto, tornou-se maléfica à saúde humana. Assim, de acordo com um estudo publicado na Revista internacional científica “Food and Chemical Toxicology” foi possível concluir os efeitos tóxicos de produtos geneticamente modificados, pois os ratos alimentados desse produto faleceram primeiro e obtiveram maior frequência de tumores em relação aos outros roedores.

Consequentemente, o uso indiscriminado da biotecnologia ultrapassa os limites da vida. Dessa maneira, a manipulação genética que visa a obtenção de lucros ou características preferenciais, como abordado na série Orphan Black, transfigura-se contra os princípios morais. Logo, a proposta de uma sociedade justa, livre e solidária permanece cada vez mais distante frente à ciência inconsequente.

Portanto, diante dos fatos apresentados e discutidos, é evidente o inadequado uso científico desassociado do estabelecimento ético. Identifica-se, pois, necessário à intervenção estatal na introdução da questão na educação com aulas didáticas sobre os malefícios da biotecnologia desenfreada propiciando futuros adultos conscientes e benevolentes. Ademais, cabe aos governos de cada país suscitar leis que proíbem a manipulação da ciência á favor de interesses individuais.