Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 10/09/2019
Diminuição da fome e da desnutrição. Esses foram alguns dos vários benefícios do desenvolvimento da Biotecnologia, área da ciência que, em última instância, usa sistemas vivos para aprimorar e criar técnicas ou produtos, sempre visando o bem-estar humano. Mas, nos últimos 20 anos, com o seu crescimento exponencial, os desafios para a conciliação dessa área com a Ética estão cada vez maiores, o que deixa estas perguntas: quais são os principais desses desafios? Como solucioná-los?
Em primeiro lugar, um dos principais desafios para essa questão, é a subfiscalização dos produtores agrícolas. Isso se dá porque, de acordo com o biólogo e escritor do livro “Darwin sem Frescuras”, Paulo Nascimento, em uma de suas palestras, a pouca frequência na fiscalização de produtores agrícolas, pode desenvolver um sentimento de impunidade entre alguns deles, desse modo, possibilitando o uso excessivo de determinadas Biotecnologias, como alguns agrotóxicos, para aumentar mais ainda a eficiência na produção agrícola. Fazendo com que, por exemplo, o solo seja envenenado, prejudicando, no futuro, a fauna e a flora do local em que o plantio se dá.
De mesmo modo, outro desafio para a conciliação da Biotecnologia e a Ética é o pensamento eugenista. Esse fato se dá porque, de acordo com o historiador Leandro Karnal, em uma de suas palestras, esse pensamento ainda vive em várias sociedades, como nos Estados Unidos da América. Dessa forma, a Biotecnologia poderia ser usada como o vetor principal da aplicação dessas ideias, como na exclusão de características estéticas indesejadas.
Destarte, entendendo que os principais desafios para conciliar a Biotecnologia com a Ética são a subfiscalização dos produtores agrícolas e as ideias eugenistas ainda persistentes hoje em dia, cabe aos governos dos estados, ou províncias, de cada país, em parceria com os governos locais, evitarem o uso excessivo de algumas Biotecnologias, como certos agrotóxicos, pelos produtores agrícolas, por meio de mais investimento na fiscalização. Para que, por exemplo, o meio ambiente seja preservado. Por fim, cabe aos governos federais de cada país desmascarar os ideais eugenistas, mediante mais investimento na educação, pois, de acordo com o filósofo Luiz Felipe Pondé, em uma de suas palestras, a única forma de acabar com essas ideias é com a promoção da educação e conhecimento.