Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 24/09/2019
Não há dúvidas de que é necessário uma dinâmica de conhecimentos que objetivem um avanço na estrutura na medicina. E isto é notório após o surgimento da biotecnologia que trouxe melhorias na qualidade de vida.
Entretanto é importante ter um cuidado extremo em perceber até que ponto os benefícios dessa nova era da saúde serão maiores que os riscos de sobrevivência e também de conflitos que poderão causar contra uma religião ou de uma cultura de um povo que possuir aversão à tal evolução.
E é nesse ponto que entra a ética para limitar os possíveis riscos ,principalmente contra a vida humana, em detrimento do surgimento desenfreado de interesses lucrativos para suprir prejuízos financeiros.
Também não se pode desprezar possibilidades reais de conflitos com culturas e religiões de uma sociedade. Por isso, a não aceitação de alguma prática medicinal adquirida com a ajuda da biotecnologia devido a ir de encontro aos costumes e tradições de um povo ou nação, e que possa comprometer a saúde, pode ser fatal para a vida do ser.
Portanto com o objetivo de amenizar, pelo menos, tais problemas advindos de interesses contrários à ética e rejeições por parte da cultura, religião, de uma comunidade ou um país que venha a comprometer a vida humana, é preciso que haja um padrão de estudos internacional nesses quesitos. E com base nestes, colocar em pauta a importância do bem maior do ser humano, a vida, usando a interferência do Tribunal Penal Internacional (TPI) para que possa punir nas devidas proporções quem usufruir de má fé, àqueles que querem ferir a integridade do verdadeiro sentido da biotecnologia que é ajudar o homem em sua progressão vital.
Quanto à cultura, costumes ou religiões que possam ser elementos de aversão à evolução da medicina, no que se tratar da salvação de uma vida, seria o caso, usar também a interferência do TPI, pois mais vale a sobrevivência de uma pessoa do que fatores internos que obstaculizem tal bem maior de um ser humano.