Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 10/09/2019

Na série americana intitulada “Black Mirror”, discussões e reflexões a respeito dos limites da tecnologia e seus impactos no campo sociocultural são levantadas. Fora das telas, a realidade se assemelha à ficção, uma vez que experimentos biotecnológicos chegam a infringir a ética e a moral humana. Nesse contexto, vale ressaltar o crescimento absurdo da produção de alimentos transgênicos e a manipulação de embriões.

Com efeito, o cultivo de alimentos geneticamente modificados tem aumentados em proporções gigantescas. O barateamento da produção e o fato de os agrotóxicos perderem papel importante para que haja uma colheita bem sucedida, tem chamado bastante a atenção dos agricultores. Mas se por um lado eles trazem tais benefícios , por outro se encontram consequências ainda desconhecidas à saúde humana. Por esse motivo, é necessário contestar a validade e a eficácia da Lei da Biossegurança, que oferece um grau de certeza duvidoso advindo das grandes empresas e baseado nos lucros.

Outrossim, o avanço da engenharia genética traz consigo questões polêmicas, como o caso de clonagem da ovelha Dolly em 1996. Nessa perspectiva, a técnica “CRISPR-Cas9” que propicia modificações nos genes revolucionou o campo científico, possibilitando que doenças genéticas e hereditárias possam ser reparadas ainda no processo embriológico . Porém, tais inovações podem ser utilizadas para fins não genéticos e sim para a criação de bebês com características estéticas desejadas pelos pais. Fato esse que quebra os preceitos éticos e morais da sociedade humana.

Logo, o governo deve por meios de leis mais rígidas regular e inspecionar a produção de alimentos transgênicos no país, para que a população não seja vítima de doenças e assim se tenha um futuro seguro. Ademais, não podemos barrar o avanço tecnológico, mas a comunidade científica internacional deve estabelecer normas relativas ao uso aceitável da edição de genes humanos, levando em consideração seus fins.