Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 02/10/2019
A ovelha Dolly foi o primeiro mamífero clonado no mundo. Três mães contribuíram: uma forneceu o ovócito, outra os cromossomos e a terceira foi responsável pela gestação. A clonagem é apenas um dos vários avanços que a biotecnologia produziu, e embora traga um grande desenvolvimento, faz-se necessária a análise dos desafios para a harmonização entre a biotecnologia e a ética.
Em primeiro lugar é preciso salientar a falta de discussão democrática sobre os limites da bioética. Dessa maneira, é inegável que a biotecnologia trouxe melhorias revolucionárias, como o uso de células-tronco para o tratamento de doenças raras. Entretanto há casos em que ela se volta contra a ética, como na reprodução assistida, onde pode-se escolher as características do próprio filho. Dessarte percebe-se que quando não há o debate sobre os seus efeitos, a técnica, mesmo com boas intenções, pode causar problemas.
Ademais, é necessário avaliar o uso irracional da biotecnologia na promoção de interesses econômicos. Assim, o uso de agrotóxicos na alimentação da população brasileira é um bom exemplo. Por ser prático, barato e rápido, o uso de agroquímicos é cada vez mais utilizado. Entretanto, seu uso demasiado causa problemas que vão de intoxicações à cânceres letais, mas as grandes empresas, como a Monsanto, estão apenas preocupados com o seu emolumento.
Portanto, para que o equilíbrio ético seja alcançado, é preciso que a legislação brasileira dê mais atenção a essa área. Desse modo, o Governo Federal deve desenvolver um órgão que se responsabilize pela votação de novos avanços que a biotecnologia traz, para que os limites não sejam ultrapassadas e assim, harmonia seja alcançada.